Correios lança nota à imprensa sobre a reportagem da revista Veja
Correios lança nota à imprensa sobre a reportagem da revista Veja
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos enviou nota à imprensa, na qual comenta a matéria publicada na revista Veja de 1º de junho de 2005. Abaixo, confira, na íntegra, o texto divulgado pela empresa:
Em relação à reportagem da revista Veja, edição 1907, com data de capa de 1° de junho de 2005, páginas 52 a 54, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, vem apresentar as seguintes considerações:
O Diretor Eduardo Medeiros de Morais leu com indignação e estarrecimento a matéria, pela tentativa de atribuir a ele e à Diretoria de Tecnologia dos Correios irregularidades na condução de processos de contratação, a partir de uma possível carta anônima enviada ao Senador Fernando Bezerra e da interpretação dada ao tal documento.
O referido Diretor informa que responde por todos os seus atos com a tranqüilidade de quem prima pela lisura e pela seriedade na condução de suas responsabilidades numa instituição pública. Portanto, não aceita qualquer interpretação maldosa a respeito do seu trabalho à frente da Diretoria de Tecnologia dos Correios, assim como não concorda com qualquer tentativa de vinculação de seu nome com possíveis irregularidades citadas em gravação de vídeo recentemente veiculada na imprensa, da qual depreende-se justamente o contrário. O Diretor Eduardo desconhece possíveis interesses que possam estar por trás dessa abordagem dos fatos, e coloca-se imediatamente à disposição para esclarecer, a quem quer que seja, qualquer ato seu no desempenho de suas atividades.
Sobre a licitação citada na matéria, a ECT esclarece que:
· A referida licitação, cujo edital ainda não foi publicado, teve origem em pedido de aquisição oriundo da área Comercial da Empresa.
· O objeto da licitação abrange compra de itens de tecnologia para instalação em agências dos Correios para melhoria do atendimento com a redução de filas que vem ocorrendo face ao enorme sucesso alcançado pelo Banco Postal.
· Coube à Diretoria de Tecnologia, por responsabilidade técnica, unicamente preparar as especificações do material e enviar à área de Administração, conforme determinam as normas da empresa.
· O Kit a ser adquirido é composto por micro computador, teclado para digitação da senha, impressora de cupom, balanças eletrônicas, leitor de cheques, leitor de código de barras e impressora laser.
· O preço mencionado na reportagem (R$ 95 milhões) é oriundo de uma fase obrigatória em todas as licitações da ECT que é a pesquisa de preços e serve para orientar o processo e definir o preço base e previsão orçamentária.
· Durante a pesquisa de preços, em agosto de 2004, as especificações foram enviadas para diversos fornecedores (ATP, HP, IBM, ITAUTEC, MICROCITY, MICROLOG, NOVADATA, POSITIVO, PROCOMP), para obtenção da estimativa de valores. Este é um dos momentos que as empresas de mercado aproveitam para questionar qualquer possível falha técnica nas especificações, com vistas ao aprimoramento do edital a ser publicado, o que não ocorreu neste caso.
· A pesquisa de preços resultou no preço base de R$96 milhões, tomado com referência para efeito de previsão orçamentária.
· Com relação às análises da CGU (Controladoria Geral da União), ao contrário do que afirma a reportagem, a iniciativa de solicitar uma avaliação da futura licitação, partiu da própria ECT, onde o Diretor de Tecnologia, em contato com o chefe do Departamento de Auditoria, sugeriu que as licitações a serem publicadas fossem avaliadas pelos técnicos da CGU, já que o citado órgão vem avaliando outros processos da empresa, a partir de notícias veiculadas na imprensa.
Deve-se ressaltar que, com a condução cuidadosa das especificações técnicas nos processos licitatórios de itens de tecnologia pelos Correios, visando à participação do maior número possível de empresas do mercado, além da ampla divulgação de todas as suas licitações, a ECT tem permitido uma grande disputa nos processos de pregão, o que tem resultado em contratações sempre a preços abaixo dos praticados no mercado. Portanto, não guardam qualquer fundo de verdade as especulações sobre possíveis irregularidades nos tais processos de contratação citados na matéria.
Por fim, é preciso que se registre que a ECT é uma instituição amplamente reconhecida pelo povo brasileiro como a empresa de maior credibilidade do país, pela seriedade e pelo esforço de seus mais de 108 mil empregados, e está certa de que continuará a merecer este respeito.






