Correio do Imigrante
Correio do Imigrante
Atualizado em 08/10/2010 às 16:10, por
Luiz Gustavo Pacete da Equipe de Estagíarios.
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Veículos voltados a colônias estrangeiras no Brasil mantêm a comununidade informada, enquanto buscam novas abordagens diante das mídias digitais.
Em 1808 foi publicado no Rio de Janeiro o jornal A Gazeta, primeiro periódico brasileiro editado no Brasil. Feito pelo governo português, o veículo não tinha o objetivo de atualizar seus conterrâneos - seu maior interesse era doutrinar a população a favor da corte. Mas, independentemente da visão ideológica, o periódico fazia uma ligação entre os portugueses daqui e os de lá. Nesse sentido, talvez seja o meio de comunicação mais antigo de imigrantes no Brasil. Nas décadas seguintes, principalmente após a virada do século, milhões de outros indivíduos das mais diversas etnias se somariam aos portugueses fundadores da nação. Para se manterem informados sobre a terra natal, eles também criariam seus próprios jornais. Não por acaso, muitos eram chamados de "Correio": serviam para reencontrar parentes desaparecidos durante a viagem; saber em qual navio desembarcariam os amigos e familiares; atualizar-se sobre a comunidade e a cultura deixadas para trás; trocar mensagens com as pessoas queridas deixadas do outro lado do oceano.

Veículos voltados a colônias estrangeiras no Brasil mantêm a comununidade informada, enquanto buscam novas abordagens diante das mídias digitais.
Em 1808 foi publicado no Rio de Janeiro o jornal A Gazeta, primeiro periódico brasileiro editado no Brasil. Feito pelo governo português, o veículo não tinha o objetivo de atualizar seus conterrâneos - seu maior interesse era doutrinar a população a favor da corte. Mas, independentemente da visão ideológica, o periódico fazia uma ligação entre os portugueses daqui e os de lá. Nesse sentido, talvez seja o meio de comunicação mais antigo de imigrantes no Brasil. Nas décadas seguintes, principalmente após a virada do século, milhões de outros indivíduos das mais diversas etnias se somariam aos portugueses fundadores da nação. Para se manterem informados sobre a terra natal, eles também criariam seus próprios jornais. Não por acaso, muitos eram chamados de "Correio": serviam para reencontrar parentes desaparecidos durante a viagem; saber em qual navio desembarcariam os amigos e familiares; atualizar-se sobre a comunidade e a cultura deixadas para trás; trocar mensagens com as pessoas queridas deixadas do outro lado do oceano.






