Corregedor promete apurar agressões a jornalistas durante protesto em MG

Durante um encontro com membros do Sindicato dos Jornalistas na última sexta-feira (28/8), o corregedor da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Renato Batista Carvalhaes, disse que as agressões sofridas por dois jornalistas do jornal serão apuradas na forma da Lei.

Atualizado em 02/09/2015 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Corregedor prometer providências sobre agressão a jornalistas
Segundo o próprio veículo, os profissionais, entre eles o repórter fotográfico Denilton Dias, foram atingidos por tiros de balas de borracha durante um protesto contra o aumento das passagens de ônibus no dia 12 agosto.

Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, disse que o coronel também pegou o inquérito feito pela Polícia Civil e afirmou que o documento ajudaria nas investigações, por apresentar laudos e provas de irregularidades.

O presidente alegou que as agressões, do ponto de vista dos jornalistas, foram graves. “Eles não estavam na linha de ação. Tem uma norma que diz que tiros de bala de borracha só podem ser disparados a 10 metros de distância. Eles estavam a três”, contou.

Ele informou que as investigações contarão com uma novidade. Ele disse que a delegada Cristiana Pereira Angelini, responsável pelo inquérito, solicitou que o Batalhão de Choque da Polícia forneça os nomes dos policiais que estavam em ação no dia e os números das armas utilizadas por eles.

Audiência Pública

Além do processo da corregedoria, no dia 9 de setembro acontecerá uma audiência na Assembleia Legislativa para discutir as agressões e mortes sofridas por profissionais da imprensa em Minas Gerais.

Kerison Lopes afirmou ainda que “tanto em Minas, quanto no resto do país a polícia tem tentado impedir o trabalho dos jornalistas e no dia 12 isso ficou muito claro”.