Coreia do Norte veta cinegrafista espanhol por receio da proliferação do vírus ebola no país
Regime ditatorial pretende evitar o contágio do vírus na região. Repórter cinematográfico trabalha para uma emissora holandesa em Pequim.
Atualizado em 28/10/2014 às 13:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução/Vimeo Marc Martínez Sarrado foi proibido de entrar na Coreia do Norte por por medo do ebola
O gerente Paul Tjia, ouvido pela reportagem, atua como administrador de viagens para o país asiático. Segundo a AFP, a Espanha é um “um país de risco” ao governo local, e por isso, Marc Martínez Sarrado não poderá acompanhar os seis jornalistas do canal NOS. Ele disse ainda que o repórter possuía visto de entrada, mas foi suspenso com as novas disposições das autoridades.
"Fui informado que o senhor não tem permissão para entrar na República Democrática Popular da Coreia", escreveu Tjia ao cinegrafista em uma carta. Não foi apenas Sarrado que não pôde entrar no país. Na semana passada, por exemplo, as poucas agências que mantêm negócios com a região anunciaram que o receio da proliferação do vírus, o regime iria fechar suas portas ao turismo.
Apontada como país de risco, a Espanha foi o primeiro país a registrar caso de ebola fora do continente africano. Na ocasião, a auxiliar de enfermagem, Teresa Romero, contraiu a doença no final de setembro, após prestar assistência médica a dois repatriados que vieram de lugares que sofrem com a epidemia, um da Libéria e outro de Serra Leoa. Ela foi curada e já deixou o hospital.





