Coordenador da campanha de Russomanno é acusado de emitir notas frias na Câmara

O deputado federal Marcelo Squassoni (PRB-SP), coordenador de campanha do apresentador e candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno

Atualizado em 21/09/2016 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

(PRB), é acusado por um empresário do Guarujá (SP) de ter utilizado notas fiscais frias para justificar gastos de sua cota parlamentar.
Crédito:Divulgação Marcelo Squassoni (PRB) negou a acusação
De acordo com O Estado de S. Paulo , Jose Eduardo dos Santos, proprietário da Tecnologia e Sistemas de Segurança (TESS) informou que emitiu nove notas fiscais de R$ 3,5 mil cada uma sem ter prestado serviço. Parte delas estão registradas na prestação de contas do deputado no Portal da Transparência.
“Em agosto de 2015 eu fui procurado para emitir notas fiscais de minha empresa para que ele pudesse arcar com compromissos de campanha. Ficou combinado que seria como segurança eletrônica e manutenção preventiva. Nós não prestamos o serviço”, contou.
O empresário relatou ter recebido "ameaças políticas" e "oferta de dinheiro" de um interlocutor do deputado para desistir da denúncia. Segundo Santos, uma pessoa chamada Emerson o procurou e disse que Squassoni pagaria até R$ 200 mil e ofertaria um cargo no governo. "Eu recusei. Ele então disse então que, se eu não parasse, minha vida ia ficar complicada no Guarujá”, acrescentou.
Depois de falar com a imprensa, o escritório de Santos foi atingido por dois tiros. “Não posso atribuir a ele, mas sem sombra de dúvida é muita coincidência”, afirmou ele, que está escondido em um flat em São Paulo.
O coordenador de campanha de Russomanno alegou ter sido vítima de uma "armação política". Afirmou também que os serviços que constam nas notas foram prestados pela TESS e chamou de "piada" a suspeita de envolvimento no ataque ao escritório de Santos. "Isso é uma sacanagem que estão fazendo comigo. É uma armação do grupo político que faz oposição a mim no Guarujá", acrescentou.