Controladoria de SP aponta suspeitas de ilicitude em gráfica da campanha de Dilma

A Controladoria Geral do Município (CGM) de São Paulo indicou nesta quarta-feira (16/9) a instauração de processo administrativo para i

Atualizado em 16/09/2015 às 15:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A Controladoria Geral do Município (CGM) de São Paulo indicou nesta quarta-feira (16/9) a instauração de processo administrativo para a empresa Rede Seg Gráfica e Editora, que recebeu R$ 6,5 milhões da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff e estaria registrada no nome de um "laranja".

Crédito:José Cruz/ Agência Brasil Gráfica usada na campanha da presidente será investigada pela CGM
Segundo a Folha de S.Paulo , os documentos do registro apontam Vivaldo Dias da Silva, ex-motorista da Rede Seg, como presidente da empresa. Em julho deste ano, Rogério Zanardo, proprietário da editora, teria ressaltado que a companhia pertencia à sua família e que o motorista seria "apenas um funcionário".

Além da irregularidade no registro da empresa, a CGM apontou a possibilidade de "conluio e fraude" durante o processo de licitação para a contratação de serviços gráficos para a campanha da presidente. De acordo com o comunicado do órgão, as três empresas concorrentes, Graftec, Rede Seg e RGB são "vinculadas ao mesmo grupo empresarial, comandado pela família Zanardo (Nanci Aparecida Zanardo, Rodrigo Zanardo e Rogério Zanardo)".

"Com a abertura do processo administrativo disciplinar, as empresas poderão ser punidas e estão sujeitas à sanção administrativa de inidoneidade. Os sócios-administradores também podem ser diretamente punidos, por conta dos indícios de que as empresas são fachadas para encobrir a prática de atos ilícitos. Outro processo administrativo de sindicância irá averiguar as responsabilidades dos funcionários que conduziram o pregão", diz trecho do comunicado.