Contra prisão de repórter, jornais imprimem páginas com fundo preto em Myanmar
Um repórter do portal Voz Democrática de Burma (VDB) foi preso e condenado por "perturbar um agente público" enquanto apurava uma matéria.
Atualizado em 15/04/2014 às 17:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Alguns dos principais jornais que chegaram às bancas de Myanmar na última sexta-feira (11/4) traziam um fundo preto por trás das manchetes de suas primeiras páginas. A ação dos veículos foi uma forma de protesto contra a prisão de um repórter do portal (VDB), acusado de "perturbar um agente público".
Crédito:Reprodução Jornais usaram fundo negro para protestar contra condenação de jornalista
Segundo o Guardian , o jornalista Zaw Pe tentava entrevistar um funcionário do departamento de educação do governo para uma matéria sobre programas de bolsas de estudos financiadas pelo Japão. O profissional foi preso em 2012 e condenado no último dia 7 de abril.
Nos últimos quatro meses, pelo menos seis jornalistas e um chefe executivo de jornal foram presos sob acusações criminais, como "violação de segredos do estado" ou "invasão". Dois foram condenados, inclusive um repórter do popular Daily Eleven , que trabalhava numa história sobre corrupção. Seu jornal foi um dos que publicou a primeira página com fundo preto.
"É inaceitável que as autoridades locais possam obstruir o trabalho de um jornalista e sentenciá-lo à prisão apenas por se sentirem incomodados", disse Benjamin Ismail, chefe da pasta asiática da ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF). Em evento em Berlim (Alemanha), a líder da oposição em Myanmar e vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, afirmou que o país "ainda não é uma democracia".
Após o fim do regime militar que durou meio século em Myanmar, uma das principais reformas constitucionais foi a implantação do direito à liberdade de imprensa. Porém, segundo associações de direitos humanos, jornalistas ainda são intimidados pelo governo e a relação entre mídia e autoridades tem piorado com o passar do tempo.
Crédito:Reprodução Jornais usaram fundo negro para protestar contra condenação de jornalista
Segundo o Guardian , o jornalista Zaw Pe tentava entrevistar um funcionário do departamento de educação do governo para uma matéria sobre programas de bolsas de estudos financiadas pelo Japão. O profissional foi preso em 2012 e condenado no último dia 7 de abril.
Nos últimos quatro meses, pelo menos seis jornalistas e um chefe executivo de jornal foram presos sob acusações criminais, como "violação de segredos do estado" ou "invasão". Dois foram condenados, inclusive um repórter do popular Daily Eleven , que trabalhava numa história sobre corrupção. Seu jornal foi um dos que publicou a primeira página com fundo preto.
"É inaceitável que as autoridades locais possam obstruir o trabalho de um jornalista e sentenciá-lo à prisão apenas por se sentirem incomodados", disse Benjamin Ismail, chefe da pasta asiática da ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF). Em evento em Berlim (Alemanha), a líder da oposição em Myanmar e vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, afirmou que o país "ainda não é uma democracia".
Após o fim do regime militar que durou meio século em Myanmar, uma das principais reformas constitucionais foi a implantação do direito à liberdade de imprensa. Porém, segundo associações de direitos humanos, jornalistas ainda são intimidados pelo governo e a relação entre mídia e autoridades tem piorado com o passar do tempo.





