"Continuamos convidando as pessoas a entrar sem pagar", diz editor do NYT sobre cobrança
O jornalista e colunista do The New York Times, Bill Keller, um dos responsáveis pela implantação do "muro de cobrança" (paywall)
Atualizado em 16/11/2011 às 14:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista e colunista do The New York Times , Bill Keller, um dos responsáveis pela implantação do "muro de cobrança" ( paywall ) do jornal, acredita que a cobrança por conteúdo de notícias é um "caminho natural" e que há pessoas dispostas a pagar pela qualidade.
Em entrevista à Folha de S.Paulo , o ex-editor-executivo do jornal disse que o modelo do NYT , inaugurado em março, sob a expectativa dos veículos de comunicação, tem alcançado elevados números de audiência. Já são 324 mil assinantes da versão digital do diário, que disponibiliza conteúdo em tablets e celulares.
Keller acredita que "grande parte do sucesso" verificado "até agora" deve-se ao modelo flexível. "Não construímos uma parede dura. Não sei se funcionaria para outros veículos, mas, para nós, acho que o segredo foi esse: não erguemos uma parede e dissemos 'pague ou vá embora'. Continuamos convidando as pessoas a entrar sem pagar". O internauta pode acessar até 20 artigos gratuitamente por mês no portal, mas algumas brechas permitem que artigos colocados nas redes sociais não sejam contabilizados neste limite.
Keller afirma que a internet provocou uma profunda mudança na maneira de colher e disseminar a informação. De acordo com o jornalista, "ela causou uma ruptura ameaçadora, mas também de algumas maneiras muito boas". Para ele, os novos modelos das empresas de comunicação em conteúdo digital são uma quebra de paradigmas. "Certamente, é o fim de um mito (...). É natural que as notícias sigam para esse caminho (da cobrança). Isso não significa que as pessoas vão pagar por todo tipo de coisa. Jornalismo de serviço público exige muito tempo e investigação. Jornalismo que exige ir a lugares longínquos e perigosos não estará disponível gratuitamente".
Segundo o jornalista, que atualmente assumiu uma coluna no NYT , mais da metade do número de assinantes assina o pacote digital completo e existe a possibilidade de os leitores on-line ultrapassarem os da versão impressa. Mesmo assim, não prenuncia o fim do jornal em papel. "Existe uma espécie de núcleo de audiência fiel. Em cinco anos, ainda haverá uma operação saudável do NYT impresso, mas, provavelmente, o número de assinantes digitais vai ultrapassá-lo".
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Em entrevista à Folha de S.Paulo , o ex-editor-executivo do jornal disse que o modelo do NYT , inaugurado em março, sob a expectativa dos veículos de comunicação, tem alcançado elevados números de audiência. Já são 324 mil assinantes da versão digital do diário, que disponibiliza conteúdo em tablets e celulares.
Keller acredita que "grande parte do sucesso" verificado "até agora" deve-se ao modelo flexível. "Não construímos uma parede dura. Não sei se funcionaria para outros veículos, mas, para nós, acho que o segredo foi esse: não erguemos uma parede e dissemos 'pague ou vá embora'. Continuamos convidando as pessoas a entrar sem pagar". O internauta pode acessar até 20 artigos gratuitamente por mês no portal, mas algumas brechas permitem que artigos colocados nas redes sociais não sejam contabilizados neste limite.
Keller afirma que a internet provocou uma profunda mudança na maneira de colher e disseminar a informação. De acordo com o jornalista, "ela causou uma ruptura ameaçadora, mas também de algumas maneiras muito boas". Para ele, os novos modelos das empresas de comunicação em conteúdo digital são uma quebra de paradigmas. "Certamente, é o fim de um mito (...). É natural que as notícias sigam para esse caminho (da cobrança). Isso não significa que as pessoas vão pagar por todo tipo de coisa. Jornalismo de serviço público exige muito tempo e investigação. Jornalismo que exige ir a lugares longínquos e perigosos não estará disponível gratuitamente".
Segundo o jornalista, que atualmente assumiu uma coluna no NYT , mais da metade do número de assinantes assina o pacote digital completo e existe a possibilidade de os leitores on-line ultrapassarem os da versão impressa. Mesmo assim, não prenuncia o fim do jornal em papel. "Existe uma espécie de núcleo de audiência fiel. Em cinco anos, ainda haverá uma operação saudável do NYT impresso, mas, provavelmente, o número de assinantes digitais vai ultrapassá-lo".
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