Consumo de notícias em iPads e smartphones cresce e movimenta mercado publicitário

Consumo de notícias em iPads e smartphones cresce e movimenta mercado publicitário

Atualizado em 15/04/2011 às 11:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O consumo de notícias em tablets e smartphones cresce com a possibilidade de se acessar informações de serviços de entretenimento e notícias locais, informa O Globo nesta sexta-feira (15). Segundo pesquisa da Pew Research com 2.251 consumidores nos EUA, 47% usam smartphones e tablets para acessar notícias focadas na região onde vivem, como consulta ao tempo ou a programação cultural.
Os aplicativos móveis são o principal meio de obtenção de notícias, abrangendo 25% dos usuários. Apesar do crescente consumo por meio de novas plataformas digitais, o pagamento por notícias on-line é pouco expressivo. Segundo o estudo, apenas 10% dos usuários pagam pelas notícias que acessam em tablets e smartphones.
Porém, este filão do mercado tem grande potencial de crescimento. Os meios de comunicação estão refinando as experiências de leitura em tablets e e-readers, como adaptação para uma leitura interativa e multimídia, o que atrai um maior público pagante e aumenta a receita publicitária das empresas.
Acompanhada de perto por outras publicações, a experiência do NYT vai ditar os padrões de cobrança dos jornais. Segundo o NYT , o aplicativo para iPad já atingiu 1,5 milhão de downloads desde seu lançamento, em abril de 2009, superando o número de leitores do impresso (950 mil exemplares). O tempo que as pessoas passam na internet, consumindo notícias e compartilhando nas redes sociais tornou-se um grande atrativo para o mercado publicitário.
Só nos EUA, a receita de publicidade bateu recordes em 2010, com arrecadação em torno de 26 bilhões dólaress. A empresa de pesquisas eMarketer relata que o aumento dos anúncios on-line supera pela primeira vez na história as propagandas em veículos de papel. Segundo a Pew Research, 23% dos usuários de tablets pagariam 5 dólares para ter acesso on-line ao conteúdo digital e 18% estariam dispostos a pagar até 10 dólares.



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