Consultor de marcas e influenciadores de vídeos dá dicas para ter relevância no YouTube

Durante a terceira edição do seminário internacional de jornalismo, nesta terça-feira (18/11) o publicitário Gustavo Teles, CEO e fundador da agência Influencers – Marketing de Influência, falou sobre o mercado de vídeos na internet e como transformar o hobby em negócio.

Atualizado em 18/11/2014 às 15:11, por Danúbia Paraizo.


Crédito:Danúbia Guimarães Gustavo Teles, CEO e fundador da agência Influencers
A consultoria nasceu em 2013 e tem objetivo de transformar a influência de produtores de conteúdo online em engajamento para marcas. Gerando cerca de 150 milhões views mensais, a agência faz a ponte entre as empresas que desejam se aproximar de pessoas que já rendem grande audiência na rede.

Um dos cases da Influencers é o do gamer Bruno Aiub, do canal Monark. Ele é o atual garoto propaganda do Live TIM e costuma fazer merchandising para outras marcas, como Lojas Americanas.
“A agência começou despretensiosamente entendendo que poderia gerar mais valor para criadores de conteúdo. A gente percebeu que há um hiato entre marcas, agências, clientes e criadores de conteúdo. Eles não estavam sabendo se comunicar. É aí que a gente entra. Entendemos a demanda das marcas, o timing das coisas, mas também entende a vaidade dos influenciadores”.
IMPRENSA: A internet democratizou o compartilhamento de vídeos e fotos na internet. Como transformar isso em negócio? Gustavo Teles: No Brasil a gente ainda está engatinhando, mas principalmente isso já é mais avançado. Há algumas formas de fazer parte desse engajamento nos vídeos: desde você se tornar parceiro do YouTube e ter seus vídeos monetizados, ganhando uma grana em cima disso até mesmo fazer marketing de influência. Ou seja, o conteúdo é usado como estratégia de marketing. Em determinado canal, por exemplo, o produtor do vídeo vai estar usando um relógio patrocinado por determinada marca. Ou os óculos, bebidas. Ou a marca criar seu próprio canal no YouTube. Então, tem desde o criador de conteúdo que pode literalmente virar um garoto propaganda a uma marca que pode usar um canal para engajar seu público e porque não, comercializar seus produtos também.
Qual é o perfil de marcas que buscam por esse tipo de engajamento? A maioria ainda são marcas mais jovens, mas isso está mudando. Isso porque a gente vê que além dos jovens, mães, pais, avós também acessam internet, consumindo vídeos no YouTube. Isso se transformou em uma cultural pós-moderna e, à medida que essa audiência entre outras idades vai crescendo, as marcas vão começando a se interessar mais. Já começaram. De 2013 para cá houve um crescimento de verba publicitária na internet, principalmente em vídeo, de 30%. A tendência para o ano que vem é que seja de 60%. Algum meio está sofrendo com isso. No caso, o impresso.
Para a marca o que compensa mais: abrir um canal próprio de vídeos ou investir em parcerias com influenciadores que já têm muita audiência na rede? Vai depender da estratégia da marca. Não adianta você abrir um lugar se você não mantê-lo arrumado. Ter um canal é algo que demanda profissionais, continuidade, qualidade, e nem todas as marcas sabem qual é a linguagem adequada. Assim como no cinema e na TV, a internet tem um idioma próprio que poucas pessoas sabem. Se a marca for um pouco inteligente, ela contrata um menino de 16 anos para se consultor de identidade de linguagem dela para saber como criar o conteúdo. Dependendo da estratégia a marca pode ter um canal próprio, mas daí ela não deve deixar de impulsionar o canal dela em outros canais de mesmo nicho de influência que ela quer alcançar.