Considerada histórica, série de reportagens conhecida como Vaza Jato completa 1 ano
Nesta terça (9) completa um ano da publicação da primeira matéria da série de reportagens conhecida como Vaza Jato. Publicado pelo I
Atualizado em 09/06/2020 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta terça (9) completa um ano da publicação da primeira matéria da série de reportagens conhecida como Vaza Jato.
A Vaza Jato é considerada histórica por ter inaugurado no Brasil a era das grandes apurações jornalísticas feitas por jornalistas de diferentes veículos, com base em vazamentos digitais de enormes quantidades de informação. Crédito:Reprodução Poder 360 O trabalho também ganhou relevância por revelar, além de supostos abusos do então juiz Moro e viés político e ideológico da operação, que os procuradores vazaram informações à imprensa para manipular a opinião pública.
Criticada por ultrapassar limites éticos do jornalismo ao divulgar mensagens roubadas e de legitimidade duvidosa, a Vaza Jato ganhou ainda mais relevância no começo deste ano, quando o Ministério Público Federal denunciou o jornalista americano Glenn Greenwald, fundador do Intercept Brasil, por envolvimento no hackeamento de celulares de autoridades.
Tomada após Greenwald ter sido considerado inocente pela Polícia Federal, a medida acabou classificada por entidades jornalísticas e boa parte da mídia internacional como um ataque à liberdade de imprensa.
Em entrevista à Revista IMPRENSA, concedida após a denúncia contra Greenwald, Leandro Demori, editor-executivo do Intercept, explicou que o jornalista recebeu os arquivos das mensagens de fonte anônima e que em momento algum se envolveu no hackeamento de celulares.
Demori também lembrou que a Lava Jato forneceu por longo período aos jornalistas informações explosivas (que dão audiência e agradam o departamento comercial), em tempos de cortes nas redações e de encurtamento das verbas destinadas à produção jornalística.
Publicado pelo Intercept e outros veículos de imprensa (incluindo Folha de São Paulo, Veja e El País), o trabalho jornalístico investigou conversas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro vazadas de seus celulares.
A Vaza Jato é considerada histórica por ter inaugurado no Brasil a era das grandes apurações jornalísticas feitas por jornalistas de diferentes veículos, com base em vazamentos digitais de enormes quantidades de informação. Crédito:Reprodução Poder 360 O trabalho também ganhou relevância por revelar, além de supostos abusos do então juiz Moro e viés político e ideológico da operação, que os procuradores vazaram informações à imprensa para manipular a opinião pública.
Criticada por ultrapassar limites éticos do jornalismo ao divulgar mensagens roubadas e de legitimidade duvidosa, a Vaza Jato ganhou ainda mais relevância no começo deste ano, quando o Ministério Público Federal denunciou o jornalista americano Glenn Greenwald, fundador do Intercept Brasil, por envolvimento no hackeamento de celulares de autoridades.
Tomada após Greenwald ter sido considerado inocente pela Polícia Federal, a medida acabou classificada por entidades jornalísticas e boa parte da mídia internacional como um ataque à liberdade de imprensa.
Em entrevista à Revista IMPRENSA, concedida após a denúncia contra Greenwald, Leandro Demori, editor-executivo do Intercept, explicou que o jornalista recebeu os arquivos das mensagens de fonte anônima e que em momento algum se envolveu no hackeamento de celulares.
Demori também lembrou que a Lava Jato forneceu por longo período aos jornalistas informações explosivas (que dão audiência e agradam o departamento comercial), em tempos de cortes nas redações e de encurtamento das verbas destinadas à produção jornalística.
Esse teria sido o motivo que levou veículos de imprensa em um primeiro momento a não se interessar pelas mensagens, que foram oferecidas pelo Intercept desde o início.





