Conselho de Comunicação adia debate sobre violência contra profissionais de imprensa
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional adiou a audiência pública que seria realizada nesta segunda-feira (17/3), às 14h, para debater a violência contra os profissionais da imprensa em todas as regiões do Brasil.
Atualizado em 17/03/2014 às 12:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
De acordo com o portal da Câmara dos Deputados, está sendo elaborado um plano nacional para evitar novos casos de hostilidades a partir da recomendação de um programa de escolta da Polícia Federal, da criação de um observatório para apurar violações e de uma campanha para classificar como abuso de autoridade a apreensão de equipamentos de trabalho dos repórteres.
Outra medida, já em atividade, proíbe o uso de armas não letais contra repórteres. Ainda devem ser analisados indicadores sobre casos de ameaça, além de recomendações às empresas, profissionais e aos governos estaduais sobre a conduta da Polícia Militar.
As propostas foram feitas em maio de 2012, um mês depois do assassinato do repórter e blogueiro Décio de Sá, do jornal Estado do Maranhão. O caso mais recente desse tipo de violência foi a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão na cabeça quando registrava um protesto no Rio de Janeiro (RJ).
Foram convidados para o debate o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário; o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho; o representante da Federação Internacional dos Jornalistas, Celso Schröeder; e o diretor-geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Luis Antonik.
Segundo agência Senado, o debate foi adiado e a expectativa é de que, em nova data, possa ser confirmada a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele foi convidado, mas não respondeu ao convite.





