Conselho Curador ainda não sabe como serão programas e formato da TV Pública
Conselho Curador ainda não sabe como serão programas e formato da TV Pública
Integrantes do Conselho Curador da TV pública anunciados na última segunda-feira (26) dizem que ainda não sabem como serão a programação e o formato da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), mas que serão vigilantes na defesa do interesse público e para impedir interferência política na TV.
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, disse que será "ranheta" e que "cairá fora" caso perceba alguma mistura entre interesse público e privado na empresa. "Segundo o estatuto, não vamos interferir [no conteúdo editorial e na programação], mas sim policiar para que o que é público e o que é privado não sejam confundidos. São dois anos [de mandato]. Serei ranheta e cairei fora se houver qualquer tentativa de misturar esses objetivos", disse.
Boni ainda elogiou a diversidade dos conselheiros e ressaltou que a TV pública não será concorrente das TVs privadas. "Quase todos os países do mundo têm uma TV pública, por que não o Brasil? Por definição, ela não competirá com as redes abertas. Não terá massa crítica de audiência para isso. Não se pode criar grandes expectativas. No fundo, a TV pública é um projeto de muito longo prazo".
A carnavalesca Rosa Magalhães, que já trabalhou na TVE como roteirista e na Rede Globo como diretora de arte e figurinista, disse acreditar que essas experiências a ajudarão na função de conselheira. Ela elogiou a variedade do conselho e disse esperar que não haja interferência política na empresa, citando a BBC londrina como um bom exemplo de TV pública.
Para o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o Conselho Curador deve ser a instância necessária para que a emissora garanta o respeito à pluralidade da sociedade brasileira. Belluzzo recusou o convite para ser o presidente executivo da TV e está cotado para ser o coordenador do conselho.
Composição do conselho recebe críticas no Congresso
Oposicionistas e até integrantes da base governista criticaram a escolha dos 15 representantes da sociedade civil no Conselho Curador da TV Pública. O líder do DEM, Onyx Lorenzoni (RS), cobrou, inclusive, a saída do ex-governador paulista Cláudio Lembo, filiado a seu partido.
"Essa é a TV Lula! Quero saber quando o Cláudio Lembro vai pedir para sair. Um democrata não pode aceitar ser instrumento de perpetuação do Lula no poder", afirmou Onyx.
Para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), há alguns segmentos da sociedade representados, mas muitas lacunas. Ele cita, por exemplo, representantes da cultura caipira, da juventude urbana e do movimento de afirmação das mulheres. "Está mais parecendo um elenco para um programa de entrevistas do que um conselho independente do governo", disse. Com informações do jornal O Globo .
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