Conselho condena Estado colombiano pela morte do jornalista Jaime Garzón
O Conselho de Estado da Colômbia, tribunal superior que julga os processos que envolvem o Estado, decidiu condenar o país pelo assassinato do jornalista e humorista Jaime Garzón Forero, em 13 de agosto de 1999.
Atualizado em 20/09/2016 às 09:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Jaime Garzón Forero morreu em agosto de 1999
De acordo com o blog Jornalismo nas Américas, o tribunal condenou a Nação, representada pelo Ministério da Defesa, o Exército e a Polícia Nacional, e lembrou da responsabilidade de agentes do extinto Departamento Administrativo de Segurança (DAS), órgão de inteligência do país.
A decisão também ordena que o Estado pague uma indenização aos familiares de Jaime Garzón e promovam uma cerimônia pública para que o comandante do Exército e o Diretor da Polícia Nacional peçam desculpas e assumam sua responsabilidade pela morte do jornalista.
Segundo o tribunal, o homicídio foi uma “execução extrajudicial” ocorrida “em meio a um ataque generalizado e sistemático permitido e ou patrocinado dentro da institucionalidade do Estado, contra um grupo determinado de indivíduos com características políticas comuns, ou seja, pessoas que pudessem ter algum tipo de vínculo com grupos subversivos (ONGs, defensores de direitos humanos, jornalistas, etc.)”.
O Conselho do Estado informa ainda que o ex-subdiretor de Inteligência do DAS, José Miguel Narváez, e o ex-chefe de Inteligência da Brigada 13 do Exército, coronel Jorge Eliécer Plazas Acevedo, espionaram o profissional, compartilharam informações com o ex-comandante das Autodefesas, Carlos Castaño, e sugeriram o assassinato.
Conhecido na mídia nacional, Garzón desempenhou um papel importante nos processos de paz na década de 1990 para a libertação de reféns das FARC. As atividades dele foram associadas à guerrilha pelos agentes. Castaño foi considerado culpado pelo crime e sentenciado a 38 anos de prisão em 2004. Narváez e Plazas Acevedo são processados.





