Conheça as novas tecnologias que prometem facilitar a vida dos jornalistas em 2014
Quantas vezes você já se sentiu refém daquela novidade tecnológica que tinha tudo para facilitar a vida, mas na hora do aperto mais atrapalha que ajuda?
Atualizado em 22/11/2013 às 14:11, por
Camilla Demario e Gabriela Ferigato.
Na verdade, já inventaram. “Tudo que vem em 2014 para o público está sendo desenvolvido há um tempo. As coisas não demoram a chegar ao Brasil, o problema é o preço com que chegam aqui”, explica Camilo Rocha, editor do caderno “Link”, do jornal O Estado de S. Paulo. Ele aposta no aumento da rede 4G para o ano da Copa. “Quando funciona bem, é um avanço espetacular na velocidade de envio de dados. Um repórter, por exemplo, poderá fazer uma transmissão via celular com qualidade de imagem e áudio”, diz.
Mario Lima Cavalcanti, editor do site Jornalistas da Web, que cobre a relação entre o jornalismo e as novas tecnologias, acredita em um avanço expressivo da computação antecipatória. “Um bom exemplo é o aplicativo MindMeld, para o iPad. Ele permite a criação de videoconferências entre usuários do Facebook, mais ou menos nos moldes do Hangout, do Google. O grande lance é que à medida em que os participantes conversam, o aplicativo ‘ouve’ e dá informações online relacionadas ao que está sendo debatido”, explica.
Crédito:Divulgação/Daia Oliver-R7 Camilo Rocha, editor do caderno Link (à esq.) e Diego Iraheta, chefe de reportagem do Portal R7
As redes sociais, que mudaram a forma de relacionamento entre as pessoas e deixaram empresas de cabelo em pé com sua força de engajamento, também continuam crescendo. “Em 2013 houve um boom no Brasil, principalmente com a chegada dos escritórios como Twitter e Linkedin. As empresas estão usando, finalmente, as redes sociais de forma menos tradicional. A tecnologia mobile também deve crescer em adoção e maturidade”, acredita Edney Souza, organizador da Social Media Week São Paulo, sócio da boo-box e professor de Redes Sociais na ESPM.
Diego Iraheta, chefe de reportagem do Portal R7 e mestre em mídias digitais pela University of Sussex (Inglaterra), também aposta na expansão do uso de celulares inteligentes, com aplicativos de edição de texto e agregadores de conteúdo, já que muitos profissionais de comunicação ainda não aderiram ao seu uso fulltime . “O celular inteligente é multimídia, tem GPS, redes sociais, e-mail. A tendência é que as redações invistam pesado nesse dispositivo”, diz.
Conheça a seguir uma nova geração de aparelhos e serviços que têm tudo para facilitar de verdade a vida dos jornalistas (ou apenas deixá-los ainda mais irritados quando nada funcionar).
Uma imagem vale mais que mil transcrições DocScanner é um aplicativo para celulares e tablets com iOS (Apple) e Android. Ele captura imagens de documentos via câmera do aparelho e consegue transformar imagens desses documentos em texto editável via OCR.
Para memória não falhar Mingly é uma ferramenta para gestão de contatos. Ela busca informações de suas redes de relacionamentos e consolida os dados com os que você tem na lista de contatos. O usuário pode também definir lembretes para contatar pessoas de tempos em tempos. Além disso, há uma extensão para GMail que mostra informações sobre pessoas que enviam e-mails para sua conta.
Escreveu, não leu... perdeu! Bastidores do jornalismo muitas vezes são contados em off , sem gravadores por perto, mas por escrito. Mas em tempo de instantaneidade, em que o diálogo surge na tela por diferentes aplicativos, o Snapchat pode ser uma solução. O serviço permite que você escreva uma mensagem ou mande uma foto e escolha em quanto tempo o conteúdo será deletado, no melhor estilo
Do bloquinho para o computador (e sem teclado) Foi para a coletiva levando só o bloquinho e o relógio corre contra a transcrição? Simples: a caneta Echosmartpen, além de gravar o áudio da entrevista, transforma letras, garranchos e desenhos em arquivos de computador, pronto para editar em qualquer programa de texto.
Óculos escuros de dia, carregador de celular à noite Na haste do óculos, um mini-painel de energia solar com conector para iPhone5. Criado pela designer indiana Sayalee Kaluskar, o “Shama Shades” foi desenvolvido como parte de sua graduação em publicidade na faculdade Miame Ad School e ainda não está à venda.
Muito além da panorâmica Lançado em novembro de 2012, a Panono é uma bola com 36 câmeras de 72 megapixels cada que de uma só vez tira fotos 360 graus. Ainda em fase de captação de doações para a comercialização do gadget, a Panono oferece uma reprodução completa de um determinado local em tablets, quando as fotos reunidas, pode ser visualizadas. Pode ser um opção prática para coberturas em eventos abertos, como jogos de futebol.
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