Congresso prevê futuro promissor para agências de notícias

Congresso prevê futuro promissor para agências de notícias

Atualizado em 29/10/2007 às 08:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Realizado na cidade de Estapona, na Espanha, o 2º Congresso Mundial de Agências de Notícias, encerrado na última sexta-feira (26), reuniu representantes das principais agências do mundo e associações internacionais de agências de noventa países para debater questões como a adaptação às novas tecnologias, a segurança dos jornalistas nas zonas de conflito e os direitos de acesso e cobertura dos grandes eventos.

Entre uma das conclusões a que chegaram os participantes do evento está o fato de que as agências de notícias têm pela frente um futuro promissor no que diz respeito à base de informação, e isso graças aos novos suportes oferecidos pela tecnologia.

Segundo os participantes, a demanda por notícia nunca teve níveis tão elevados, mas, para aproveitar a oportunidade do mercado, as agências deverão adaptar seus canais de distribuição às plataformas multimídia, como internet e celulares. "A sociedade pede imediatismo e notícias concisas, valores que são a própria essência das agências, que devem adaptar seus produtos às necessidades surgidas na era multimídia", diz texto da Agência EFE.

Apesar desta realidade, os representantes das principais agências do mundo, como Reuters, AFP, EFE, Ansa e Mena, ressaltaram a importância do mercado tradicional de publicações, como os jornais. Mesmo sendo certo que as vendas em banca estão caindo em alguns países, a tiragem está crescendo em outros - como China e Índia.

Ao lembrar de jornalistas que morreram durante o exercício de sua profissão, os participantes exigiram ainda proteção para os profissionais que cobrem conflitos armados e destacaram que os coletes à prova de balas nem sempre adiantam, porque militares confundem repórteres com combatentes.