Congresso da ABTA discute popularização da TV por assinatura no Brasil

Congresso da ABTA discute popularização da TV por assinatura no Brasil

Atualizado em 11/08/2009 às 18:08, por Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA.

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Alexandre Annenberg
A TV por assinatura completa 20 anos no Brasil e, para celebrar a data, começa, nesta terça-feira (11) o Congresso ABTA 2009, organizado pela Associação Brasileira de TV por assinatura e o Grupo Convergecom, e considerado um dos maiores do setor.

Além de celebrar o aniversário, o mercado de TV por assinatura também comemora os números de 2009, que mostraram um crescimento de 27% ante 2008, e discute as tendências e novas tecnologias para o setor que já alcançou, no primeiro trimestre deste ano, mais de R$2 bi em faturamento.

As questões burocráticas não ficam de fora da pauta do congresso. Entre os temas listados pela ABTA, estão a renovação de outorgas 2,5 GH, o ponto extra e o projeto de lei PL 29. Alexandre Annenberg, presidente da ABTA, afirma que a ideia é resolver o mais rápido essas pendências para cuidar de temas como o acesso às classes mais baixas e o aumento de oferta de banda larga. "Temos nos esforçado para resolver esses obstáculos e nos dedicarmos a um melhor serviço para o assinante".

Tecnologia

Na área de tecnologia, os desafios são muitos, entre eles, a possibilidade de contemplar e atender com qualidade um território tão vasto como o Brasil. "A diferença em nosso país é a escala. As tecnologias mais inovadoras ainda são restritas a poucos usuários no país, pois a própria TV paga ainda é restrita em relação à TV aberta e ao celular. Alta definição, possibilidade de gravação digital de conteúdos, programação não-linear, video-on-demand, tudo isso existe aqui, mas pouca gente tem", afirma Samuel Possebon, jornalista especializado em tevês por assinatura do Grupo Convergecom. Para Annenberg, a maior missão da ABTA e do mercado é disponibilizar recursos e facilidades que mudem a experiência de ver TV. Outros temas como a ultra-banda larga, o Wimax e a distribuição de conteúdo digital também enriquecem o evento deste ano.

Acessibilidade

"Nossa meta é tornar acessível a tevê por assinatura às classes mais baixas", diz Annernberg. Possebon destaca que os custos ainda precisam melhorar. "Em relação aos preços, a TV por assinatura é, evidentemente, cara em comparação com a TV aberta, que custa zero, mas existem opções de R$ 40 ou R$ 50 por mês em que o assinante tem, não só canais de televisão como Internet banda larga e telefone. Essa imagem da TV por assinatura como algo caro e elitista tem que ser colocada sob uma outra perspectiva. É claro que se você tem um pacote com mais canais, mais completo, com mais alternativas, aí sim vai pagar mais caro". De acordo com a ABTA, o total de assinantes no Brasil chegou a 6,35 milhões no primeiro trimestre de 2009, com maioridade da classe A e B.

Audiência

Existe no meio de TV por assinatura a discussão em relação à audiência de qualidade e a quantidade. Conforme Possebon, a segmentação é uma tendência também para o setor e é ela que vai definir o perfil do público que cada canal espera. "Segmentação é a palavra que define a TV por assinatura desde os seus primeiros anos, e assim continuará sendo, cada vez mais. Assim como segmentação é a chave para as mídias digitais. Mídias de massa, como a TV aberta, rádios, jornais e revistas não fazem muito sentido quando a tecnologia permite saber quem está na outra ponta. A TV paga precisa de quantidade para ter números de audiência relevantes, porque o mercado publicitário trabalha com este conceito". Esse tipo de quantidade que o jornalista cita, é relativa ao foco de cada canal, para muitos o interessante é a qualidade, mesmo que esteja relacionado a um número reduzido de pessoas, um canal de Golf, por exemplo, tem uma audiência extremamente especifica, mas que do ponto de vista do anunciante interessado neste público é importante.

O Congresso da ABTA vai até o dia 13/08, no Transamérica Expo Center.


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