Conflito entre Israel e Hamas já é o episódio global mais letal para jornalistas desde 1992
Em meio à progressiva degradação das condições humanitárias na Faixa de Gaza, um novo balanço divulgado ontem pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) informa que o número de jornalistas que morreram no conflito entre Israel e o Hamas subiu para 31.
Atualizado em 31/10/2023 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
A atualização alçou a atual crise no Oriente Médio ao status de episódio global mais mortal para profissionais de imprensa desde o início do monitoramento, em 1992.
Dentre as vítimas, 26 jornalistas são palestinos, quatro são israelenses e um é libanês. O CPJ também ressaltou que ao menos oito jornalistas foram feridos e nove estão desaparecidos.
Crédito: Reprodução UOL-Majdi Fathi/AFP Chefe da Al Jazeera em Gaza, jornalista Wael Al Dahdouh carrega neto após ataque israelense
A entidade citou ainda os casos de familiares de profissionais de imprensa mortos no conflito. Com um posto de chefia na redação da Al Jazeera em Gaza, o jornalista Wael Al Dahdouh, por exemplo, teria perdido a esposa, dois filhos e um neto durante as ofensivas israelenses.
Números desatualizados
Os números, prossegue o CPJ, podem ser muito maiores, já que Gaza está sem serviços de telefonia e internet. Com isso, as notícias sobre as mortes de jornalistas, assim como da população em geral, podem estar bastante desatualizadas.
Em resposta a agências de notícias internacionais, como Reuters e France-Presse, que solicitaram medidas para proteger seus jornalistas, autoridades de Israel alegaram que não podem garantir a segurança de profissionais de imprensa que estão na Faixa de Gaza.
Em resposta, a Reuters afirmou que sua capacidade de fornecer notícias sobre o conflito está seriamente ameaçada.





