Confira dicas de dez livros para presentear jornalistas neste Natal

Produzir grandes reportagens, pautas e artigos nem sempre é uma tarefa fácil para os jornalistas. Um bom livro pode ser a alternativa de redenção e o estímulo para nortear os meandros que o ofício proporciona.

Atualizado em 23/12/2013 às 16:12, por Alana Rodrigues* e Edson Caldas*.



Por esta razão, IMPRENSA selecionou dez obras lançadas por comunicadores em 2013, perfeitas para profissionais que querem se presentear ou oferecer agrado a outro colega de redação. Confira:
Crédito:Divulgação "1889: Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil" , Laurentino Gomes, Globo, 416 págs: Após o sucesso de "1808" e "1822", o jornalista e escritor Laurentino Gomes lançou, em agosto deste ano, a nova obra que fecha a trilogia sobre a história do Brasil. “1889" resgata momentos e passagens importantes na formação da República. Com 24 capítulos, a obra busca contribuir para a compreensão de um dos períodos mais controversos do país, explicando os acontecimentos que levaram à queda da monarquia, bem como outros episódios da história brasileira como a Guerra do Paraguai e o movimento abolicionista.

Crédito:Divulgação “Eu Sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã” , Malala Yousafzai, Cia das Letras, 344 págs: Em 9 de outubro de 2012, a jovem blogueira paquistanesa Malala Yousafzai surpreendeu o mundo após ser atacada por membros do Talibã apenas porque ousou defender o direito à educação para as meninas de seu país. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. A obra, produzida em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, narra a história de uma família exilada em virtude do terrorismo, da luta pela educação, bem como a valorização da mulher em uma região marcada pela desigualdade.

Crédito:Divulgação “Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo” , Lira Neto, Cia das Letras, 632 págs: No segundo volume da trilogia iniciada no ano passado, o escritor e jornalista Lira Neto traz ao leitor a figura histórica de Getúlio Vargas, dividido entre a nação como ditador e “Pai do Povo”, reconstituindo o cenário de seus mandatos no Palácio do Catete como chefe do Governo Provisório, presidente constitucional e ditador, além de ilustrar as sinuosidades de sua vida privada. A obra destaca ainda a Revolução Constitucionalista de 1932, a “intentona” comunista de 35 e o putsch integralista em maio de 1938.

Crédito:Divulgação "O Drible" , Sérgio Rodrigues, Cia das Letras, 224 págs: A obra do jornalista, escritor e crítico literário brasileiro, retrata a história de Murilo Filho, cronista esportivo de 80 anos que, consciente de que a morte se aproxima, tenta ficar mais próximo do filho, Neto, com quem brigou há 25 anos. As conversas entre os dois é entrelaçada com a leitura do livro que Murilo escreveu sobre um jogador dos anos 60 chamado Peralvo, que teria sido melhor do que Pelé. O livro parte da cena do drible que o jogador aplicou no goleiro uruguaio Mazurkiewicz na semifinal da Copa de 1970, para, além de discutir a relação de um drama familiar, fomentar outros sentidos narrativos para a palavra “drible”.

Crédito:Divulgação “Brasil Oculto: Crime das fronteiras obscuras aos paraísos à beira-mar” , Mauro König, Editora Contactos, 196 págs: O jornalista Mauri König apresenta em quase 200 páginas de "Brasil Oculto" a realidade impactante do país. A obra é resultado de aproximadamente dez anos de pesquisa que culminaram em cinco grandes viagens, em que o autor percorreu ao lado do fotógrafo Albari Rosa, os limites do território brasileiro. O livro mostra o cenário alarmante do tráfico de pessoas para a prostituição, as rotas usadas pelo crime organizado para traficar crianças e adolescentes de um país a outro, e os negócios ilegais que movimentam a economia informal em alguns dos principais portos brasileiros.

Crédito:Divulgação “Províncias: crônicas da alma interiorana” , Marcelo Canellas, Globo Estilo, 160 págs: O repórter da Rede Globo, Marcelo Canellas, reúne 70 textos publicados ao longo dos últimos quatro anos no Diário de Santa Maria . As crônicas falam sobre temas comuns, mas com tom mais poético e reflexivo do que Canellas apresenta em suas reportagens na TV. O profissional, que já rodou o mundo ao longo de seus mais de 25 anos de carreira, diz jamais ter deixado de lado a cidade de Santa Maria da Boca do Monte, no centro do Rio Grande do Sul — a província sempre segue com ele.

Crédito:Divulgação “À queima-roupa: o caso de Pimenta Neves” , Vicente Vilargada, Editora Leya, 304 págs: Em agosto de 2000, inconformado com o final do namoro, o então diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo , assassina a ex-namorada com dois tiros à queima-roupa. O trágico fim do relacionamento entre Pimenta Neves e Sandra Gomide, que ficou nacionalmente conhecido por meio das páginas policiais dos principais jornais do país, é resgatado no livro do jornalista Vicente Vilargada, único profissional de imprensa a entrevistar Pimenta após o crime.

Crédito:Divulgação “A propaganda brasileira depois de Washington Olivetto” , João Renha, Editora Leya, 351 págs: De autoria do professor de comunicação João Renha, a obra retoma a carreira de Washington Olivetto. O autor realiza um estudo das campanhas do publicitário, analisando desde os verbos e adjetivos mais empregados, até a frequência com que uma determinada palavra aparece nos anúncios. O livro ainda explora as histórias do "primeiro sutiã", do "garoto-propaganda das mil e uma utilidades" e de outras campanhas, para discutir a existência de uma fórmula para desenvolver peças publicitárias de sucesso.

Crédito:Divulgação “Corta pra mim: os bastidores das grandes investigações” , Marcelo Rezende, Editora Planeta, 240 págs: O jornalista Marcelo Rezende decidiu colocar no papel parte de suas experiências em mais de 40 anos de carreira, a maior parte dela dedicada ao jornalismo investigativo. Na obra, o apresentador do “Cidade Alerta”, da Rede Record, conta com bom humor os bastidores das reportagens que marcaram sua história na profissão. Os leitores descobrem que ele se tornou jornalista por acaso. O jovem que não gostava de estudar começou Jornal dos Sports , passou por O Globo , de lá foi para a revista Placar e, mais tarde, chegou à Rede Globo.

Crédito:Divulgação “Holocausto brasileiro” , Daniela Arbex, Geração Editorial, 256 págs: No livro-reportagem, a jornalista Daniela Arbex resgata um dos capítulos mais macabros da história do país: a violação de direitos humanos no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Pelo menos 60 mil pessoas morreram no local, em sua maioria, internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental — eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, indivíduos que se rebelavam ou que havia se tornado incômodos para alguém com mais poder.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves