Conferência discute os desafios e transformações do meio revista no mundo

Durante a 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, nesta segunda-feira (22/9), em São Paulo, Frederic Kachar, presidente da Associação Nacional de Revistas e diretor geral da editora Globo, falou sobre o desafio de ampliar o segmento diante da popularidade das plataformas digitais.

Atualizado em 22/09/2014 às 12:09, por Danubia Paraizo.



Crédito:Danúbia Paraizo Evento discute futuro das revistas no Brasil e no mundo
O executivo fez um paralelo com a conferência anterior, realizada na Costa Rica em 2012, quando foram apontadas tendências que acabaram se consolidando, como a redução de circulação dos impressos. “A publicidade na plataforma revista também diminuiu, mas em compensação, cresceu o consumo em plataformas digitais, sobretudo, as móveis”.

Para o profissional, não é momento para pânico ou visões apocalípticas. Mesmo porque o segmento impresso é o que mais detém de credibilidade e está repleto de oportunidades de desenvolver o negócio. “A perda de share na publicidade não diminuiu a robustez do nosso mercado, que hoje conta com 100 milhões de leitores em todo o Brasil”, destacou.

“Há algum tempo o mercado de revistas já estava tentando expandir seu conteúdo para outras plataformas. A gente precisa é intensificar a ampliação do segmento para o digital. Aproveitar dessa diversidade de comunicação”.

Desafios e tendências O evento que reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil ocorre até a próxima terça-feira (23/9). Na programação estão profissionais gabaritados, como Chris Llewellyn, CEO da FIPP (The Worldwide Magazine Media Association). Nesta segunda-feira o profissional falou sobre o futuro do meio revista e as mudanças do segmento, como a importância do consumidor estar no centro de todas as estratégias de negócio.

“Ouvimos coisas sobre o futuro do mercado que nos levam a imaginar que o apocalipse está por vir, mas a verdade é que o que funcionou no passado já não funcionará mais”. Llewellyn explicou que no passado, a revista estava no centro dos negócios, mas o cenário tem mudado. Em 2011, os anunciantes e as marcas tomaram esse lugar. Agora o consumidor está no centro da história. “Eles estão no controle e não aceitam mais o que empurramos para eles”.

A nova realidade mudou totalmente a dinâmica e forma de fazer revista. Para o executivo, enquanto no passado se falava muito em aumentar a circulação dos títulos, hoje se fala em engajar os leitores. “Por isso mídia social é tão importante”. Outra mudança importante foi a necessidade de métricas para entender esse consumidor.