Condenação de jornalistas no Sudão preocupa ONU
A condenação do jornalista sudanês Amal Habani, do jornal independente Al-Jarida, preocupou a Organização das Nações Unidas (ONU). O Tribunal de Cartum aplicou uma multa de duas mil libras sudanesas (600 dólares) para livrá-lo do cumprimento da pena de um mês de aprisionamento.
Atualizado em 05/08/2011 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ele foi considerado culpado por noticiar um caso de violência sexual praticado pelas forças de segurança de uma militante oposicionista durante manifestação contra o governo. É a segunda condenação no país em menos de um mês. As informações são da Agência AngolaPress.
A representante especial da Secretaria-Geral da ONU para a luta contra as violências sexuais em região de conflito repudiou o despacho do tribunal africano. "São os autores destes crimes que devem ser julgados e não os que relatam", disse Margot Wallstrom. Fatima Ghazali, jornalista do mesmo diário, cumpriu pena no início deste mês e continua detida por ter se recusado a pagar a multa.
"Tais julgamentos infringem não só a liberdade de expressão e da imprensa, mas impedem igualmente os sobreviventes da violência sexual de se exprimir publicamente sobre os crimes de que eles foram vítimas", acrescentou Wallstrom. "Fora deste caso, os jornalistas sudaneses têm o direito de relatar um caso de violação e outras formas de violência sexual. Os violadores e não os jornalistas devem responder pelos seus crimes no Sudão", finalizou a representante da ONU.
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A representante especial da Secretaria-Geral da ONU para a luta contra as violências sexuais em região de conflito repudiou o despacho do tribunal africano. "São os autores destes crimes que devem ser julgados e não os que relatam", disse Margot Wallstrom. Fatima Ghazali, jornalista do mesmo diário, cumpriu pena no início deste mês e continua detida por ter se recusado a pagar a multa.
"Tais julgamentos infringem não só a liberdade de expressão e da imprensa, mas impedem igualmente os sobreviventes da violência sexual de se exprimir publicamente sobre os crimes de que eles foram vítimas", acrescentou Wallstrom. "Fora deste caso, os jornalistas sudaneses têm o direito de relatar um caso de violação e outras formas de violência sexual. Os violadores e não os jornalistas devem responder pelos seus crimes no Sudão", finalizou a representante da ONU.
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