Conar arquiva caso de sucos Do Bem e determina que Diletto mude propaganda

Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária analisou o teor da comunicação de cada caso de ‘storytelling’ para divulgar o veredicto.

Atualizado em 12/12/2014 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (11/12), o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária se reuniu para julgar dois casos de ‘storytelling’ denunciados ao órgão. Essa ferramenta de propaganda é utilizada para promover uma marca e pode levar pessoas a produzirem histórias falsas para fazer sucesso.

Crédito:Reprodução Sorveteria foi condenada a revelar que história é falsa
Segundo a Folha de S.Paulo , a sorveteria Diletto poderá seguir contando a história do nonno Vittorio Scabin, porém, deverá deixar explícito que origem italiana do sorvete, cuja receita artesanal teria sido inventada pelo avô de um dos sócios fundadores, não passa de uma fantasia publicitária.
Por outro lado, a denúncia sobre a fabricante do Suco do Bem foi arquivada por maioria de votos. A companhia afirmava que as laranjas usadas em seus produtos são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda de um senhor chamado Francesco, no interior de São Paulo. A jornalista Ana Luiza, da revista Exame , que as frutas são originadas por grandes empresas, como a Brasil Citrus.
Ao apreciar a situação, o conselho de ética do acolheu os argumentos de defesa da empresa, que sustenta que as frutas têm, de fato, origem na fazenda de seu “Francisco” e várias outras fazendas de personagens reais. Nos dois julgamentos, analisou-se o teor da comunicação e não os produtos.
O Conar, também por maioria de votos, recomenda que a Diletto deve explicitar a ‘fantasia’ na propaganda para melhor entendimento do público. Em nota, a sorveteria garantiu que vai seguir os conselhos do órgão.