Comunicadores conduzem projeto para revelar os protagonistas da periferia carioca
Projeto cultural pretende resgatar a memória da periferia carioca através de ilustres personagens comuns de cada comunidade da região.
Atualizado em 01/12/2014 às 14:12, por
Christh Lopes*.
Na periferia do ‘cartão postal’ do Rio de Janeiro, as comunidades ilustram o descaso com a população carioca. Sem parte dos serviços básicos que deveriam ser proporcionados pelo Estado, as pessoas que ali moram não deixam a situação derrubar sua autoestima e protagonizam histórias curiosas.
Crédito:Reprodução Projeto revela a história de personagens da periferia carioca
Quando o fotógrafo Alexandre Torreão foi convidado pelo jornalista Alexandre Vilanova a participar de um novo projeto cultural, não pensou duas vezes. Em setembro deste ano, o amigo nascido em Lins de Vasconcelos teve a ideia de resgatar a memória de um universo tão peculiar. “Ele escreve rotineiramente sobre aqueles personagens reais”, contou o repórter ao lembrar-se do convite.
No trabalho tinha o chamado olhar popular e guardava a vontade de produzir documentários. Pela iniciativa, vislumbrou que seria possível casar a vontade com a rotina profissional. No projeto “Gente Nossa do Subúrbio”, ambos lutam pelo resgate de memórias perdidas no inconsciente carioca, tendo em vista que este é lembrado reiteradamente por generalismos 'samba, futebol e violência'.
Até o momento, mais de vinte pessoas foram retratadas e 14 perfis publicados. A ideia, a princípio, é percorrer a região onde Vilanova foi criado, mesclando personagens caricatos da vida suburbana, bem como aqueles que têm impacto na rotina local.
A seleção resulta em figuras "referência", que têm uma relação positiva com o bairro visitado pelos profissionais, tanto no sentido de como são vistos pela vizinhança, como na forma como encaram a vida na favela. Porém, cada personagem chama a atenção pelas suas particularidades. Conforme conta Torreão, o projeto "é amplo e não tem noção de ser “panfletário”.
“Portanto, buscamos pessoas de raiz suburbana, que tenham orgulho disso e que tenham uma atitude positiva perante a vida. Não importa se é branco, japonês, negro ou mulato, se é rico ou podre, se é afro-religioso ou evangélico”, afirma. Pelo , divulgam os retratos desses encontros.
No ar desde setembro, a fanpage tem superado as expectativas dos criadores e está próxima de completar mil seguidores. Com alcance cada vez maior, os comunicadores pretendem ampliar, ainda mais a imersão destes materiais, ao expandir “o registro pelos demais bairros do subúrbio, fazendo uma exposição em foto-documentário, livro e documentário filmado em curta metragem”.
Acompanhe alguns personagens:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Reprodução Projeto revela a história de personagens da periferia carioca
Quando o fotógrafo Alexandre Torreão foi convidado pelo jornalista Alexandre Vilanova a participar de um novo projeto cultural, não pensou duas vezes. Em setembro deste ano, o amigo nascido em Lins de Vasconcelos teve a ideia de resgatar a memória de um universo tão peculiar. “Ele escreve rotineiramente sobre aqueles personagens reais”, contou o repórter ao lembrar-se do convite.
No trabalho tinha o chamado olhar popular e guardava a vontade de produzir documentários. Pela iniciativa, vislumbrou que seria possível casar a vontade com a rotina profissional. No projeto “Gente Nossa do Subúrbio”, ambos lutam pelo resgate de memórias perdidas no inconsciente carioca, tendo em vista que este é lembrado reiteradamente por generalismos 'samba, futebol e violência'.
Até o momento, mais de vinte pessoas foram retratadas e 14 perfis publicados. A ideia, a princípio, é percorrer a região onde Vilanova foi criado, mesclando personagens caricatos da vida suburbana, bem como aqueles que têm impacto na rotina local.
A seleção resulta em figuras "referência", que têm uma relação positiva com o bairro visitado pelos profissionais, tanto no sentido de como são vistos pela vizinhança, como na forma como encaram a vida na favela. Porém, cada personagem chama a atenção pelas suas particularidades. Conforme conta Torreão, o projeto "é amplo e não tem noção de ser “panfletário”.
“Portanto, buscamos pessoas de raiz suburbana, que tenham orgulho disso e que tenham uma atitude positiva perante a vida. Não importa se é branco, japonês, negro ou mulato, se é rico ou podre, se é afro-religioso ou evangélico”, afirma. Pelo , divulgam os retratos desses encontros.
No ar desde setembro, a fanpage tem superado as expectativas dos criadores e está próxima de completar mil seguidores. Com alcance cada vez maior, os comunicadores pretendem ampliar, ainda mais a imersão destes materiais, ao expandir “o registro pelos demais bairros do subúrbio, fazendo uma exposição em foto-documentário, livro e documentário filmado em curta metragem”.
Acompanhe alguns personagens:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





