Companhia das Letras firma sociedade com a editoria britânica Penguin

Atualizado às 15h35 A editora Companhia das Letras, uma das principais no Brasil, anunciou, na manhã desta segunda-feira (5), a venda de 45% de seu capital à britânica Penguin, com a qual estabeleceu parceria há dois anos, informa o UOL.

Atualizado em 05/12/2011 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Companhia das Letras, uma das principais no Brasil, anunciou, na manhã desta segunda-feira (5), a venda de 45% de seu capital à britânica Penguin, com a qual estabeleceu parceria há dois anos, informa o UOL. Os valores da negociação não foram divulgados.
O acordo prevê a criação de uma nova empresa, da qual Luiz Schwarcz, dono da Companhia das Letras, ficará com 55% das ações e a Penguin, com 45%. Dois terços da editora brasileira pertencem à família Schwarcz e um terço pertence à família Moreira Salles. Além de Luiz, farão parte do conselho sua esposa, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, Fernando Moreira Salles, Markinson e Gordon Williams, ambos da Penguin.
Esta é a primeira vez que a editora britânica realiza um "grande investimento" internacional. Segundo o CEO, John Markinson, o mercado brasileiro "tem grande potencial editorial". "O Brasil é, junto com a China e a Índia, um mercado de grandes oportunidades na área editorial. Existe um mercado muito bom de livros físicos no Brasil". Para Schwarcz, o que chamou a atenção da editora britânica foi a "exuberância das livrarias brasileiras". Há dois anos, as editoras iniciaram uma parceria, com o lançamento de uma coleção de clássicos "Penguin-Companhia".

A Penguin pertence ao grupo internacional Pearson, que é proprietário do jornal Financial Times e de ações da revista The Economist . A Pearson, por meio da Pearson Brasil, tornou-se proprietária dos sistemas de Ensino COC, Dom Bosco, Pueri Domus e NAME, em julho de 2010. Anteriormente, os sistemas pertenciam à empresa Sistema Educacional Brasileiro (SEB).

Ambas as empresas pretendem impulsionar o selo "Boa Companhia", que se dedica à publicação de livros "mais baratos" para o mercado educacional.
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