Companheiro de jornalista entra na Justiça após ficar nove horas detido em Londres

O brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista britânico Glenn Greenwald, do Guardian, iniciou nesta terça-feira (20/8) uma ação na Justiça para impedir que as autoridades britânicas inspecionem dados que foram apreendidos com ele enquanto esteve detido por nove horas no aeroporto Heathrow, em Londres, no último domingo (18/8).

Atualizado em 20/08/2013 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.

do jornalista britânico Glenn Greenwald, do Guardian , iniciou nesta terça-feira (20/8) uma ação na Justiça para impedir que as autoridades britânicas inspecionem dados que foram apreendidos com ele enquanto esteve detido por nove horas no aeroporto Heathrow, em Londres, no último domingo (18/8).
Crédito:Reprodução Brasileiro quer evitar que polícia britânica acesse materiais apreendidos
De acordo com a Reuters, Greenwald é o responsável pela reportagem que revelou a existência do Prism, programa de vigilância que os EUA usam para monitorar dados de civis do mundo todo em sites como o Facebook e o Twitter. A matéria se baseou em dados e relatos fornecidos pelo ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), Edward Snowden, que está exilado na Rússia desde 1º de agosto.
A advogada do brasileiro, Gwendolen Morgan, disse que seu cliente busca uma revisão judicial para sua detenção em Londres sob lei antiterrorismo e que as autoridades não analisem os objetos apreendidos com ele antes disso. As autoridades teriam apreendido laptop, celular e unidades de pendrive de Miranda.
"Nós pedimos que não haja fiscalização, cópia, divulgação, transferência ou interferência de qualquer outra forma com os dados de nosso cliente enquanto se aguarda a decisão de sua revisão judicial", disse a advogada.
"Estamos à espera de uma resposta nesta tarde. Se isso falhar, não teremos outra opção a não ser entrar com uma ação urgente na Suprema Corte amanhã", acrescentou a advogada.
Gwendolen ainda disse ter enviado uma "carta antes da ação" para o chefe de polícia de Londres e para o secretário do Interior britânico.