Como usar o cérebro a nosso favor
Como usar o cérebro a nosso favor
Se tem coisa que eu não gosto é ler manual de instruções, bula de remédio, livros de ficção científica e de comunicação. Como são chatos, no geral. Muitas vezes são teses de mestrado/doutorado que ganham uma roupagem um pouco mais palatável. Neste momento, estou preparando algumas aulas para dar em março do próximo ano em Belém e aproveito o pouco tempo livre para me dedicar à leitura técnica. Preciso confessar: tem sido muito bom!
Muito do que li até agora eu já sabia na prática. Depois de anos trabalhando em um jornal focado em comunicação e marketing, pós-graduada em RP, dois anos cuidando da conta da Aberje e após tanta labuta diária não tinha como ainda me surpreender demasiadamente com tais leituras. No entanto, elas provocam momentos de reflexão e a certeza de que é preciso investir muita energia no planejamento das nossas ações. Sem isso, nossa função se resume a dar tiro para o alto na tentativa de caçar algum passarinho desprevenido.
Uma vez, ouvi de Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, que sua "cabeça de engenheiro" o ajuda no cotidiano da redação. Na hora pensei que seria uma boa frase de efeito, mas agora entendo perfeitamente do que ele falava. Sem planejamento estamos perdidos, desfocados, sem rumo. E muito jornalista insiste em usar apenas um lado do cérebro, aquele mais criativo e humanista. Eu, que tenho dificuldades com a regra de três até hoje, me incluo nessa turma. É chato seguir uma metodologia e alinhavar processos. Empresas de comunicação são dinâmicas por natureza e nós privilegiamos muito a intuição.
Para ser eficiente por completo em minha trajetória profissional, no entanto, precisei mudar de postura e disseminar essa cultura dentro da minha empresa. A equipe jovem é composta exclusivamente por jornalistas, alguns atraídos para a comunicação corporativa por falta de oportunidade na grande imprensa. Precisam também ligar a outra chave do cérebro para encarar essa trajetória. O profissional que nossos clientes precisam não pode mais prescindir dessa metade tão valiosa.






