Comitê Rodrigo Neto critica proibição da imprensa em julgamento de Ipatinga (MG)
Na última quarta-feira (2/10), o Comitê Rodrigo Neto declarou repúdio à decisão do juiz da 1ª Vara Criminal, da comarca de Ipatinga, Thiago
Grazziane Gandra, de bloquear a entrada dos profissionais da imprensa na audiência de instrução dos policiais civis acusados de envolvimento em uma série de crimes que ocorreram entre 2007 e 2013, em Ipatinga e cidades do Vale do Aço (MG).
Segundo o jornal O Tempo , o Comitê disse, em nota, que a prisão dos policiais Fabrício Quenupe, Ronaldo Oliveira e Elton Pereira da Costa acusados de extermínio e “limpeza social” na região só foi possível pela ação insistente da imprensa.
O comitê cobrou a solução para o assassinato do jornalista, que levou a força tarefa de Belo Horizonte a investigar também os crimes que Rodrigo Neto denunciava, entre eles, o que envolve os policiais. Além disso, o grupo disse que proibir a presença da imprensa no interior do Fórum é uma forma de reprimir o livre exercício do jornalismo e o direito da sociedade à informação.
O Caso
Rodrigo Neto, foi morto a tiros no dia 8 de março deste ano quando saía de um restaurante em Ipatinga, no Vale Aço. As investigações da Polícia Civil indicaram Alessandro Neves Augusto, conhecido como Pitote, e o investigador Lúcio Lírio Leal como autores pelas execuções de Neto e também do fotógrafo Walgney Carvalho, morto por saber detalhes da morte do jornalista.
Ainda serão apurados a motivação do crime de Neto e a hipótese de um terceiro envolvido, que seria o mandante do assassinato.
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