Comitê da ONU diz que prisão de Julian Assange é arbitrária e pede sua libertação

O comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que o jornalista e fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi "detido arb

Atualizado em 05/02/2016 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que o jornalista e fundador do WikiLeaks, , foi "detido arbitrariamente" pela Suécia e pelo Reino Unido. O órgão quer que os dois países libertem e indenizem o australiano.
Crédito:Divulgação ONU defende libertação e pagamento de indenização ao jornalista
“Apenas podemos constatar que o grupo de trabalho chegou a uma conclusão diferente da das autoridades judiciárias suecas”, declarou uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sueco à agência AFP.
A decisão do painel, porém, não é juridicamente vinculativa. O governo britânico reiterou que continua com a “obrigação legal” de deter e extraditar o ativista se ele deixar a embaixada do Equador em Londres.
Apesar de não assegurar a libertação de Assange, a avaliação do comitê já influenciou a libertação de personalidades como a birmanesa Aung San Suu Kyi e o jornalista do Washington Post Jason Rezaian.
Julian Assange, de 44 anos, está preso na embaixada do Equador desde 2012, quando o governo equatoriano concedeu asilo ao jornalista, depois de um longo processo no Reino Unido, que terminou com a decisão de entregá-lo às autoridades da Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais.
O relatório final sobre a decisão será divulgado oficialmente nesta sexta-feira (5/2). Assange havia afirmado que se entregaria à polícia britânica caso a ONU decidisse o contrário e que esperava ser tratado como um homem livre se o grupo de trabalho decidisse a seu favor.