Comissários da UE acusam gigantes tecnológicas de fornecerem poucos dados na luta contra desinformação

Membros da Comissão da União Europeia afirmaram que Facebook, Google e Twitter forneceram muito pouca informação em seus relatórios na luta contra a desinformação antes das eleições para o Parlamento Europeu.

Atualizado em 01/03/2019 às 12:03, por Redação Portal IMPRENSA.

No ano passado, as gigantes tecnológicas assinaram acordo com a UE para combater o problema. Crédito: Pixabay

As três plataformas se comprometeram a fornecer relatórios mensais informando quais ações seriam adotadas na Europa entre janeiro e maio. As eleições parlamentares serão realizadas em maio.


De acordo com a Press Gazzette, a Comissão pediu informações sobre a transparência em publicidades políticas "o escrutínio da colocação de anúncios", dados sobre falsos encerramentos de contas e "sistemas de marcação" para as chamadas contas “bot” a serem fornecidas nos relatórios mensais.


Em declaração conjunta, quatro comissários da UE afirmaram que precisavam ver "mais progresso no comprometimento das plataformas online na luta contra a desinformação". Segundo eles, as empresas não forneceram "detalhes suficientes mostrando que novas políticas e ferramentas estão sendo implementadas em tempo hábil e com recursos suficientes".


Na opinião dos comissários, as plataformas não foram capazes de identificar benchmarks que permitissem o acompanhamento e a medição do progresso na UE.


Desde a revelação do escândalo da Cambridge Analytica, que usou dados supostamente sigilosos do Facebook para influenciar as eleições nos Estados Unidos, a relação entre a influência das plataformas tecnológicas e eleições virou prioridade no mundo. Governos e entidades civis acusam as gigantes digitais de omissão na propagação de desinformação e outros problemas.