Comissão mexicana de direitos humanos condena assassinato de jornalista
Comissão mexicana de direitos humanos condena assassinato de jornalista
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) do México afirmou nesta quarta-feira (7) que buscará informações sobre o assassinato do jornalista Hugo Olivera, editor do jornal El Día de Michoacán , morto a tiros na última terça.
Para a CNDH, o incidente confirma que a liberdade de expressão no país passa por uma das etapas mais críticas dos anos recentes. Segundo a AFP, chega a oito o número de profissionais de imprensa mortos no país desde o começo do ano.
O corpo de Olivera, de 27 anos, estava em frente a um campo de tiro na periferia de Buenavista Tomatlán. A família havia denunciado seu desaparecimento na segunda-feira. O Estado de Michoacán é um dos mais violentos do México por conta do tráfico de drogas.
Olivera, filho do fundador do El Día de Michoacán , David Oliveira, também dirigia uma agência de notícias, DNA, especializada em assuntos relacionados à segurança.
A família do jornalista denunciou que, após a localização do cadáver, um grupo de desconhecidos invadiu os escritórios da DNA e roubaram discos rígidos dos computadores. O jornalista, no entanto, nunca havia recebido ameaças.
Entidades afirmam que o México é o país mais perigoso para se exercer o jornalismo na América Latina. Em 2009, 12 profissionais da imprensa foram mortos no país.
Em 28 de junho, outro jornalista foi assassinado no país. Juan Francisco Rodríguez, do jornal El Sol de Acapulco , e sua mulher foram mortos em um espaço para o uso da internet, na cidade de Coyuca de Benítez, a 32 km de Acapulco.
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