Comissão desmente versão oficial de morte de jornalista americano no México

Comissão desmente versão oficial de morte de jornalista americano no México

Atualizado em 29/09/2008 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

No último domingo (29), a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do México desmentiu a versão oficial do Governo de Oaxaca - Estado mexicano - de que o jornalista americano Bradley Roland Will, repórter da agência alternativa Indymedia, morreu, em 2006, com um tiro à queima-roupa durante um confronto nas ruas entre desconhecidos e membros da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), que manteve durante vários meses um protesto para exigir a renúncia do governador Ulises Ruíz.

De acordo com a agência de notícias Efe, a entidade informou que a análise pericial apontou que o cinegrafista levou dois tiros sucessivos de uma mesma arma, ambos disparados a uma distância de entre 35 e 50 metros e pela mesma pessoa.

A CNDH entregou uma recomendação ao procurador-geral da República, Eduardo Medina Mora; ao governador de Oaxaca, Ulises Ruíz, e ao Congresso desse estado para que investiguem as violações de funcionários públicos sobre as averiguações do homicídio de Will, em 27 de outubro de 2006.

Segundo a versão das autoridades de Oaxaca, Will foi assassinado na barricada do bairro de Santa Lúcia del Camino, em Oaxaca, com um tiro a curta distância por simpatizantes da APPO, a fim de gerar um conflito internacional.

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