Comissão da OEA deve definir novo relator especial para a liberdade de expressão
Advogada colombiana Catalina Botero deixa o cargo em outubro, após oito anos de comando.
Atualizado em 21/07/2014 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIHD) da Organização dos Estados Americanos (OEA) definirá esta semana o novo relator especial para a Liberdade de Expressão. Seis candidatos disputam a vaga.
Crédito:Divulgação Catalina Botero deixa o cargo após oito anos; seis candidatos concorrem ao cargo na OEA
De acordo com O Globo , a advogada colombiana Catalina Botero deixa o cargo em outubro após oito anos de comando na defesa de ataques das nações bolivarianas. Catalina tornou-se a principal arrecadadora de fundos extras-cotas da entidade, como doações de países europeus e instituições, o que elevou sua independência. A atuação irritou governos que se disseram perseguidos.
O novo relator será eleito pelos sete comissários da CIDH. Entre os candidatos favoritos da sociedade civil ao cargo são o jurista chileno Francisco Javier Cox Vial e o advogado e jornalista uruguaio Edison Lanza.
"O que está em jogo nestas eleições é imenso. Não apenas por se buscar um sucessor que dê continuidade ao trabalho excelente de Catalina. Mas pela tarefa árdua de conter a obsessão bolivariana de enfraquecer as organizações americanas que desafiam sua performance democrática e suas políticas", ponderou José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch.
Concorrendo por fora, estão o jurista peruano David Lovatón, com experiência junto à sociedade civil, o advogado equatoriano Juan Pablo Alban, que atuou na CIDH, e a jornalista guatemalteca Ileana Alamilla Bustamante, há 30 anos militante na defesa da atividade profissional. Os observadores alegam que falta conhecimento jurídico sólido nos temas de liberdade de expressão a esses candidatos.
Além disso, a candidatura do argentino Damian Loreti preocupa os observadores da sociedade civil. Ele apresenta históricos de trabalhos em defesa de jornalistas e organizações que operam estações de rádios comunitárias. Loreti, entretanto, assinou um dos pareceres de defesa do governo de Cristina Kirchner na luta contra o Grupo Clarín.
Crédito:Divulgação Catalina Botero deixa o cargo após oito anos; seis candidatos concorrem ao cargo na OEA
De acordo com O Globo , a advogada colombiana Catalina Botero deixa o cargo em outubro após oito anos de comando na defesa de ataques das nações bolivarianas. Catalina tornou-se a principal arrecadadora de fundos extras-cotas da entidade, como doações de países europeus e instituições, o que elevou sua independência. A atuação irritou governos que se disseram perseguidos.
O novo relator será eleito pelos sete comissários da CIDH. Entre os candidatos favoritos da sociedade civil ao cargo são o jurista chileno Francisco Javier Cox Vial e o advogado e jornalista uruguaio Edison Lanza.
"O que está em jogo nestas eleições é imenso. Não apenas por se buscar um sucessor que dê continuidade ao trabalho excelente de Catalina. Mas pela tarefa árdua de conter a obsessão bolivariana de enfraquecer as organizações americanas que desafiam sua performance democrática e suas políticas", ponderou José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch.
Concorrendo por fora, estão o jurista peruano David Lovatón, com experiência junto à sociedade civil, o advogado equatoriano Juan Pablo Alban, que atuou na CIDH, e a jornalista guatemalteca Ileana Alamilla Bustamante, há 30 anos militante na defesa da atividade profissional. Os observadores alegam que falta conhecimento jurídico sólido nos temas de liberdade de expressão a esses candidatos.
Além disso, a candidatura do argentino Damian Loreti preocupa os observadores da sociedade civil. Ele apresenta históricos de trabalhos em defesa de jornalistas e organizações que operam estações de rádios comunitárias. Loreti, entretanto, assinou um dos pareceres de defesa do governo de Cristina Kirchner na luta contra o Grupo Clarín.





