Comissão da Justiça vai apurar denúncia feita por jornalista assassinado no RJ

Na última segunda-feira (24/2), o presidente da Câmara Municipal de Miguel Pereira (RJ), Eduardo Paulo Correa (PR), informou que solicitou à

Atualizado em 25/02/2014 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Comissão de Justiça da Casa que apure o desaparecimento de R$ 216 mil. A verba foi patrocinada pela empresa Light para realização de um festival de jazz na cidade. No entanto, o evento não foi realizado.

Crédito:Reprodução/Facebook Denúncia feita pelo jornalista (foto) antes de ser morto será investigada
Segundo o Diário do Vale , a denúncia havia sido feita pelo jornalista Pedro Palma, de 47 anos, que foi assassinado com três tiros no último dia 13 de fevereiro, quando chegava em sua casa no distrito de Governador Portela, em Miguel Pereira (RJ). Os criminosos são dois homens, ainda não identificados.

O presidente afirmou que foi procurado no dia 12 deste mês pelo jornalista, que também era presidente do Conselho de Turismo de Miguel Pereira (Contur). Pedro Palma pediu ao presidente que fosse feita uma acareação entre as pessoas envolvidas no festival.

“Pedro estava alegre e ficou reunido comigo e outros vereadores por cerca de três horas. Ele chegou a comentar, tranquilamente, sobre as ligações telefônicas ameaçadoras que estava recebendo. Palma chegou a brincar que na casa dele havia várias câmeras de segurança instaladas e que, por isso, não ficava com receios”, disse.

Palma também comentou que a Prefeitura havia omitido o edital de licitação e o orçamento do Carnaval deste. Correa esclareceu que depois de conversar com o jornalista, enviou à Comissão de Justiça da Casa, uma lista com nomes de pessoas envolvidas para que fossem convocadas a depor.

Entre os mencionados, estão representantes da Light, que deverão justificar se receberam ou não a prestação de contas do evento, e ainda, o empresário que teria ficado com o dinheiro, o secretário Municipal de Turismo de Miguel Pereira e o diretor de eventos da prefeitura. A comissão vai determinar quais os incluídos serão acareados, medida que procederá 15 dias após o Carnaval.

O presidente disse que vai cobrar que a polícia investigue se o crime praticado contra Pedro Palma teve ou não conotação política. Alguns amigos do jornalista confirmaram que ele portava uma arma em seu carro para se proteger de eventuais ameaças. Até o momento, ninguém foi preso.