Comissão da Câmara promove audiência pública sobre caso Assange

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados promove nesta quarta-feira (6) uma audiência pública sobre a perseguição judicial ao jornalista Julian Assange.

Atualizado em 05/07/2022 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.


A iniciativa é do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). A reunião vai debater o caso sob a perspectiva do direito à liberdade de imprensa e expressão.
Familiares de Assange foram convidados para participar da audiência, incluindo esposa, pai e irmão (Stella Assange, Julian Assange e Jhon Shipton). Crédito: Reprodução A audiência será realizada a partir das 14 horas e poderá ser acompanhada ao vivo pelo .
Extradição

Recentemente o governo britânico assinou uma ordem para extraditar Assange para os Estados Unidos. Entidades de defesa da liberdade de imprensa de diferentes partes do mundo publicaram um manifesto contrário à medida.
No Brasil os signatários incluíram a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Associação Profissão Jornalista (APJor) e Assembleia Internacional dos Povos (API).
Na visão das entidades, a extradição pode estabelecer um precedente perigoso para jornalistas, meios de comunicação ou fontes de informação que divulguem notícias baseadas no vazamento de informações de interesse público.
Vazamento de documentos

Os EUA querem julgar Assange pelo vazamento de documentos de inteligência do exército americano. Os documentos foram publicados no WikiLeaks e reproduzidos por veículos de imprensa ao redor do mundo.
Assange responde por acusações de espionagem, fraude e abuso de computadores. Se condenado, ele pode ter que cumprir pena de prisão perpétua. Seus defensores também temem que, uma vez extraditado para os EUA, ele será mantido em isolamento, fator que aumentaria significativamente seu risco de suicídio.
Assange está desde 2019 na penitenciária de segurança máxima Belmarsh, em Londres, onde aguarda a tramitação do pedido de extradição feito pelos EUA.
Os documentos confidenciais divulgados por Assange indicariam crimes de guerra cometidos pelos EUA e países aliados em diferentes conflitos. Um desses documentos é um vídeo que mostra a execução, por militares americanos a bordo de um helicóptero dos EUA no Iraque, em 2007, de pelo menos 18 civis, incluindo dois jornalistas da agência Reuters.