Comissão aprova proposta de regulamentação de conteúdo regional para rádio e TV
O projeto que regulamenta a programação regional de conteúdo para rádios e TVs foi aprovado pela Comissão Mista de Consolidação das Leis. Com a medida, produção cultural, regional e local, além dos porcentuais de exibição dessas produções serão definidos.
Atualizado em 12/07/2013 às 16:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo O Estado de S. Paulo , o texto aprovado determina que todo conteúdo produzido na região onde a emissora está sediada é classificado pelo projeto como regional.
Os limites mínimos semanais de produção regional e local a serem inseridos na programação de rádios e TVs foram estabelecidos de acordo com o tamanho dos lugares onde os veículos atuam. A produção local estará inserida na regional e será metade do tempo determinado para ela. Filmes brasileiros terão seu tempo contado como programação regional ou local.
Dessa forma, ficou definido que cidades com até 500 mil habitantes devem ter 336 minutos semanais de programação regional, já cidades com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes, têm de exibir 504 minutos de produção regional e 252 minutos locais.
Para localidades com população entre 1 milhão e 5 milhões de habitantes, a exigência mínima é de 616 minutos de produção regional e 308 minutos de produção local. O limite mínimo para cidades com mais de 5 milhões de habitantes passa a ser de 840 minutos de produção regional, dos quais 420 minutos devem ser de produção local.
Os porcentuais serão menores nos primeiros cinco anos de aplicação da lei, aumentando gradativamente até chegar às exigências finais. Além disso, conforme o projeto, serão destinados 5% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura à regionalização da produção cultural, artística e jornalística.
Ainda deve ser realizada audiência pública para ouvir entidades como Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV), Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav-RJ), Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp), Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro).
Depois de escutar os setores, a matéria deve ser apreciada nos plenários do Senado e da Câmara, nessa ordem, caso não haja requerimentos pedindo a análise do texto por comissões temáticas.





