Comissão alerta para a "deterioração do direito à liberdade de expressão” na Venezuela
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denuncia ataques do governo venezuelano aos meios de comunicação e jornalistas da região.
Atualizado em 23/09/2014 às 14:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou a "deterioração do direito à liberdade de expressão” na Venezuela. Após recentes intervenções do governo nos veículos e no trabalho de jornalistas, a entidade questiona as autoridades locais pelo desacato à imprensa.
Crédito:Reprodução Maduro e a imprensa mantêm relação tensa na Venezuela
Segundo a Veja, um site de notícias também foi alvo de ataques, o que teria resultado em seu bloqueio na rede. Em nota, a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH destaca "a profunda preocupação com a deterioração do direito à liberdade de expressão na Venezuela".
O órgão autônomo da CIDH entende que, nos últimos dias, o país viu "a contínua estigmatização por parte de altos funcionários públicos de meios de comunicação e jornalistas críticos", e conta que tais medidas são indicadores para o agravamento de políticas que prejudicam o trabalho da imprensa.
Entre os problemas identificados pela relatoria, estão sanções a críticos da gestão atual e demissão de profissionais. Na semana passada, o presidente Nicolás Maduro deu sinais de que a relação com a mídia não será revista. O líder do Executivo venezuelano acusou os veículos de praticar "terrorismo psicológico" ao transmitir notícias sobre mortes pelo surgimento de uma “doença desconhecida".
Ele disse ainda que determinou ao Ministério Público o início de processos contra os responsáveis pela veiculação de informações, que para ele são falsas. Em seu discurso, Maduro se referia à febre chikungunya, que estaria se alastrando em algumas regiões do país. Ações governamentais contra a imprensa
A declaração de Nicolás Maduro – para processar os meios de comunicação – acontece poucos dias depois da demissão de uma chargista considerada crítica de seu governo e do bloqueio do portal de notícias do canal colombiano NTN24, que teve o sinal de televisão cortado em fevereiro deste ano. A cartunista Rayma Suprani alega que demitida pelo jornal El Universal após publicar um desenho com o título "Saúde na Venezuela". A imagem modificava a assinatura do falecido presidente Hugo Chávez para transformá-la no eletrocardiograma de uma pessoa morta.
A CIDH pede as autoridades locais um "apego aos mais estritos parâmetros internacionais em termos de liberdade de expressão" e a garantia aos meios de comunicação e jornalistas para o exercício de seu trabalho "sem intervenções indevidas", assim como o direito ao devido processo. No comunicado, o órgão também solicita ao governo que restabeleça o acesso aos sites bloqueados e que acabe com as medidas, diretas ou indiretas, "para impedir a circulação de opiniões críticas ou denúncias contra autoridades do governo". Em meio a uma crise econômica e manifestações em todo o país, a imprensa venezuelana tem encontrado dificuldades para continuar em circulação.
Além da escassez de matéria-prima – o governo controla a importação de papel, diversos jornais e grupos de comunicação mudaram de controle no último ano, incluindo diários tradicionais e a emissora que era mais crítica ao posicionamento das autoridades no país – Globovisión.
Crédito:Reprodução Maduro e a imprensa mantêm relação tensa na Venezuela
Segundo a Veja, um site de notícias também foi alvo de ataques, o que teria resultado em seu bloqueio na rede. Em nota, a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da CIDH destaca "a profunda preocupação com a deterioração do direito à liberdade de expressão na Venezuela".
O órgão autônomo da CIDH entende que, nos últimos dias, o país viu "a contínua estigmatização por parte de altos funcionários públicos de meios de comunicação e jornalistas críticos", e conta que tais medidas são indicadores para o agravamento de políticas que prejudicam o trabalho da imprensa.
Entre os problemas identificados pela relatoria, estão sanções a críticos da gestão atual e demissão de profissionais. Na semana passada, o presidente Nicolás Maduro deu sinais de que a relação com a mídia não será revista. O líder do Executivo venezuelano acusou os veículos de praticar "terrorismo psicológico" ao transmitir notícias sobre mortes pelo surgimento de uma “doença desconhecida".
Ele disse ainda que determinou ao Ministério Público o início de processos contra os responsáveis pela veiculação de informações, que para ele são falsas. Em seu discurso, Maduro se referia à febre chikungunya, que estaria se alastrando em algumas regiões do país. Ações governamentais contra a imprensa
A declaração de Nicolás Maduro – para processar os meios de comunicação – acontece poucos dias depois da demissão de uma chargista considerada crítica de seu governo e do bloqueio do portal de notícias do canal colombiano NTN24, que teve o sinal de televisão cortado em fevereiro deste ano. A cartunista Rayma Suprani alega que demitida pelo jornal El Universal após publicar um desenho com o título "Saúde na Venezuela". A imagem modificava a assinatura do falecido presidente Hugo Chávez para transformá-la no eletrocardiograma de uma pessoa morta.
A CIDH pede as autoridades locais um "apego aos mais estritos parâmetros internacionais em termos de liberdade de expressão" e a garantia aos meios de comunicação e jornalistas para o exercício de seu trabalho "sem intervenções indevidas", assim como o direito ao devido processo. No comunicado, o órgão também solicita ao governo que restabeleça o acesso aos sites bloqueados e que acabe com as medidas, diretas ou indiretas, "para impedir a circulação de opiniões críticas ou denúncias contra autoridades do governo". Em meio a uma crise econômica e manifestações em todo o país, a imprensa venezuelana tem encontrado dificuldades para continuar em circulação.
Além da escassez de matéria-prima – o governo controla a importação de papel, diversos jornais e grupos de comunicação mudaram de controle no último ano, incluindo diários tradicionais e a emissora que era mais crítica ao posicionamento das autoridades no país – Globovisión.





