Comerciante vizinho da "Charlie Hebdo" reclama de assédio dos jornalistas

Um vizinho da sede da Charlie Hebdo reclamou do assédio dos jornalistas após o ataque à publicação, informou o portal UOL, nesta terça-feira (13/01).

Atualizado em 13/01/2015 às 18:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Charlie Hebdo reclamou do assédio dos jornalistas após o ataque à publicação, informou o portal UOL, nesta terça-feira (13/01). Segundo o espanhol Félix, dono de uma loja de materiais gráficos na esquina do prédio do periódico, sua rotina mudou completamente.
Crédito:Reprodução Próxima edição do semanário terá tiragem de três milhões e tradução em 16 idiomas Ao ser abordado pela reportagem, ele disse que entende a importância da cobertura da imprensa, mas que não gostaria mais falar sobre o assunto. No entanto, concordou em ter sua opinião publicada. "Fui totalmente jogado em um tsunami emocional, neguei muitos pedidos de entrevistas depois de quarta-feira [7 de janeiro, dia do atentado ao jornal]", contou.

Para ele, o fato de a publicação ficar próxima da Bastilha, da praça da República e da praça da Nação, marcos da história francesa pós-revolução, torna o episódio muito forte emocionalmente. "A Bastilha é um símbolo de liberdade. A vítima é a liberdade, nós não somos as vítimas. Foi um choque, mas nós somos testemunhas. É preciso respeitar a emoção", disse.

Por enquanto, o prédio da publicação está totalmente interditado, e há policiais o tempo todo em frente ao local. As homenagens estão sendo feitas na esquina da rua, a mesma na qual fica a loja de Félix. O local está cheio de flores, velas, desenhos, canetas e frases de apoio às vítimas do ataque.