Começam depoimentos de executivos do Google sobre vídeo de agressão na Itália
Começam depoimentos de executivos do Google sobre vídeo de agressão na Itália
Quatro funcionários do Google na Europa serão ouvidos pela Justiça italiana a partir desta terça-feira (03) sobre um caso de difamação e violação de privacidade envolvendo um adolescentes portador de síndrome de Down.
Em setembro de 2006, foram divulgadas no Google Vídeo imagens de um garoto sendo ridicularizado em uma escola em Turim, na Itália. Feito com um telefone celular, o vídeo foi removido 24 horas após a solicitação de autoridades italianas.
As queixas foram registradas por um grupo italiano de apoio à síndrome de Down, o Vividown, e pelo pai do garoto. Segundo as autoridades italianas, mesmo com a remoção do conteúdo, o Google é considerado culpado por não ter prevenido esse tipo de material online.
Peter Fleischer, responsável pela privacidade no Google, David Carl Drummond, presidente do Conselho de administração do Google Itália; George Dos Reis, membro do mesmo conselho; e Arvind Desikan, que cuida do projeto Google Video no continente, serão ouvidos pela Justiça.
De acordo com Alfredo Robledo e Francesco Caiani, promotores do caso, os quatro "tinham o dever jurídico de impedir que se adicionasse o vídeo", além de "informar os usuários sobre a lei da intimidade vigente no país".
"Como já explicamos repetidamente, nos solidarizamos com a família da vítima. Estamos satisfeitos que, como resultado da nossa cooperação, os responsáveis pela ação no vídeo foram identificados e punidos", afirmou o Google em um comunicado. Para a empresa, não há motivos legais para monitorar os arquivos publicados no Google Video, informou o The Guardian .
"Acreditamos que levar esse caso até o tribunal é totalmente errado. É como processar os funcionários do serviço postal por conta de cartas com crimes de ódio enviadas pelo correio", concluiu a companhia.
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