Com três jornalistas da Bandnews, Sheila Magalhães é a sétima a se tornar madrinha do Troféu Mulher IMPRENSA
Nesta edição, o Troféu Mulher IMPRENSA homenageou a jornalista Renata Lo Prete com a entrega do troféu “Contribuição ao Jornalismo" por
A jornalista Sheila Magalhães, editora-executiva de jornalismo na Bandnews FM e âncora do jornal desde 2006, recebeu o Troféu Mulher IMPRENSA pela quinta vez ( 10a., 11a.,12a., 16a. e 17a. edição) e torna-se madrinha da premiação ao lado de Carla Bigatto, Eliane Brum, Mônica Bergamo, Miriam Leitão e Sônia Blota. A jornalista Lúcia Hippólito, que também fazia parte do seleto time, faleceu em junho deste ano.
Emocionada, Sheila fez um discurso na cerimônia sobre o assédio nos espaços de trabalho. “Essa categoria rádio representa muita coisa pra mim que estou há 22 anos no rádio, prestando serviço, criando conexão imediata com as pessoas, por isso comove tanto. Eu demorei a me perceber como uma mulher numa redação e isso me fez demorar a perceber as violências que eu sofri em muitas ocasiões. Em um dos meus discursos aqui eu falei sobre persistir e não desistir, mas o que eu quero mesmo é que nenhuma mulher tenha que ser desqualificada no seu discurso simplesmente por ser mulher. Que a conquista de espaços venha sem violência. Eu tenho consciência que sou uma mulher branca, que fala de um lugar privilegiado. Para a mulher negra, indígena, somam-se tantas outras dificuldades, à elas o meu respeito, o meu apoio e a minha admiração.”
A vencedora da categoria “Telejornalismo” marcou a infância e adolescência de muitas meninas negras, assim como Glória Maria e Zileide Silva também fizeram. Com passagens pela Record, SBT e atualmente TV Cultura, Joyce Ribeiro foi a primeira mulher negra a mediar um debate presidencial na TV brasileira, um exemplo de representatividade no país.
“Quero agradecer ao Portal e a Revista IMPRENSA por manter esse olhar voltado para mulheres dentro e fora das redações. É importante destacar o prêmio para a diversidade e a regionalidade que são de fato a riqueza do Brasil. Quando eu era adolescente e sonhei em trilhar o caminho da comunicação eu não me via na TV, quero nesta oportunidade e saudar a memória da querida Glória Maria e Zileide Silva. Agradeço aos meus pais, ao meu marido Luciano que está sempre comigo, e as minhas duas filhas lindas que entendem as ausências e se orgulham da carreira da mãe, o que me deixa muito feliz. Já fizemos muito, mas ainda é só o começo. Faremos muito mais”, concluiu.
Cecilia Oliveira, diretora do Instituto Fogo Cruzado e co-fundadora do Intercept Brasil, venceu na categoria “Multimídia - Líder, Diretora ou Editora de Redação”. Cecília não conseguiu comparecer presencialmente, mas escreveu algumas palavras lidas pela colega Helena Bertho, responsável por receber o troféu.
No texto, a jornalista afirma que as mulheres representam 64% da categoria, no entanto não são as que ocupam os cargos de liderança, pelo contrário, enfrentam diversas séries de assédio e abusos nas redações. “Quero dedicar este prêmio a todas as mulheres que fazem o Instituto Fogo Cruzado comigo e ajudam a mudar essa realidade desigual no jornalismo. Sinto-me muito honrada em receber o prêmio Mulher IMPRENSA 2023”.
Diversidade
Nayara Felizardo, repórter do Intercept Brasil, foi a vencedora pela categoria “Jornalismo Impresso e Online”, pela segunda vez consecutiva. “Esse prêmio de hoje tem um valor especial, mais até que o primeiro. Ganhar nessa categoria como uma mulher nordestina e como co-fundadora do Cajueira que é um projeto que fortalece o jornalismo independente no Nordeste, tem tudo a ver com as minhas lutas - uma delas é pelo respeito da imprensa que se diz nacional, mas que nem sempre valoriza os profissionais de regiões fora do Sudeste. Agradeço às pessoas que votaram e me permitiram estar aqui hoje, à minha esposa que está aqui e aos meus pais que vivem no povoado Mundo Novo, zona rural de Serrita, no sertão de Pernambuco. Ser o orgulho da minha família é meu maior prêmio.”
A vencedora da categoria “Jornalista especializada na pauta diversidade” foi a jornalista Flávia Oliveira, colunista do jornal O Globo e comentarista da Globonews. Flávia não conseguiu participar presencialmente, mas enviou um vídeo para a organização.
“É uma honra receber este prêmio que celebra essas mulheres. Iniciativas como estas dessa noite valorizam o trabalho de jornalistas que se debruçam sobre essa pauta, que apresentam o quanto de riqueza há contida na diversidade. Comovem, emocionam e nos mantém embutidas desse compromisso não só de fazer jornalismo, mas um jornalismo com riqueza e que contemple a população brasileira. Agradeço aos organizadores desse prêmio, dessa iniciativa tão importante ao protagonismo feminino no jornalismo”, disse. A jornalista Renata Lo Prete recebeu o troféu em nome da colega Flávia Oliveira.
Na categoria “Programa ou série audiovisual de jornalismo”, as campeãs foram o time de jornalistas do Instituto AzMina, representadas pela jornalista Bárbara Libório, que subiu ao palco com toda a equipe que atuou na websérie “Por elas, por nós”, da revista AzMina.
“O tempo das nossas vidas é agora! Seis mulheres subiram ao palco para receber a premiação e queremos agradecer muito por este prêmio e este troféu. A gente apresenta um pouco das histórias dessas mulheres que lutam pelo bem viver. ‘Por elas, por nós’ é sobre essas mulheres que são faróis, que estão de fato movendo as estruturas dessa sociedade. É muito importante estar entre nós e entre essas mulheres movendo as estruturas da sociedade”, finalizaram.
Nesta edição, o Troféu Mulher IMPRENSA homenageou a jornalista Renata Lo Prete com a entrega do troféu “Contribuição ao Jornalismo" por sua árdua contribuição para a imprensa brasileira e no desenvolvimento da comunicação do país. Lo Prete possui uma carreira extensa no jornalismo com 38 anos de atuação e passagens por veículos de maior credibilidade do Brasil.
“Sobre o prêmio, eu penso que é necessário mesmo que eu contribua com a imprensa, eu espero contribuir de alguma maneira e em alguma medida todos os dias porque pra contar o tanto que a imprensa contribuiu comigo eu precisaria de muito tempo pra contar aqui pra vocês”.
Uma iniciativa da Revista e Portal IMPRENSA, a 17a. edição do Troféu Mulher IMPRENSA conta com o apoio do CIEE e da ACCOR, o oferecimento do coquetel da Boxnet e do I’Max, a parceria institucional da ESPM e da Intercom, e o patrocínio da Bayer, o evento foi transmitido ao vivo pela primeira vez na .
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