Com quase 300 colaboradores , 90% jornalistas, site Colabora amplia cobertura de sustentabilidade no país

Criado em 2015 para cobrir em profundidade a área de sustentabilidade, o projeto Colabora hoje é formado por uma rede de quase 300 colaboradores, 90% jornalistas.

Atualizado em 27/09/2019 às 11:09, por Leandro Haberli.


Em entrevista por email ao Portal IMPRENSA, Vieira explica que hoje cerca de 90% dos colaboradores são remunerados."Eles recebem de acordo com a complexidade da apuração. Mas temos uns 10% que são voluntários, trabalham sem receber nada porque acreditam no projeto", conta. Crédito:Reprodução Colabora
As principais fontes de recursos são a produção de conteúdo para empresas (a Coca-Cola Brasil é o principal cliente do Colabora hoje) e publicidade, além de patrocínios e crowdfunding. A equipe fixa é formada por 15 pessoas, sendo 10 jornalistas. O projeto conta ainda com um grupo grande de especialistas nos temas abordados, como clima, saneamento, mobilidade urbana e consumo consciente.
"Nosso objetivo era fazer uma boa cobertura de sustentabilidade no Brasil, no sentido amplo. Um tema que vinha perdendo cada vez mais espaço na mídia convencional", lembra Vieira. A ideia do coletivo, ele diz, veio por acaso. "Convidamos os amigos jornalistas para produzir matérias ou artigos exclusivos que seriam publicados no primeiro mês de lançamento do site. Dentro do espírito de colaboração do projeto. Recebemos mais de 30 contribuições. O que era para ser uma ação de lançamento virou rotina, hoje temos quase 300 colaborares, no Brasil e em outros países."
Os colaboradores trabalham por demanda, de acordo com as respectivas áreas de conhecimento e atuação, ou oferecem sugestões de pauta. Como projeto jornalístico especializado em sustentabilidade, no início do ano o Colabora adotou os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU como norte para sua cobertura. Assim, cada reportagem, vídeo, foto ou artigo vem com a indicação do respectivo ODS.
Para os próximos anos, a principal meta do projeto é se tornar economicamente sustentável. "Hoje ainda não somos. Trabalhamos muito para conseguir um pouco acima do breakeven", diz Vieira. A ideia é fechar 2019 com uma receita de R$ 1,8 milhão.