Com mais de 200 jornais diários, conglomerado de mídia dos EUA enfrenta greve contra "desmoralização das redações"
Considerado o maior consórcio de imprensa dos Estados Unidos, o Gannett, que detém mais de 200 jornais diários espalhados pelo país, como US
Atualizado em 06/06/2023 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Today, The Palm Beach Today e The Arizona Republic, está enfrentando desde ontem uma greve organizada pelo sindicato que representa seus jornalistas.
Segundo comunicado da entidade, denominada NewsGuild-CWA, a paralisação afetou publicações em mais de seis estados, incluindo Califórnia, Texas, Flórida, Nova Jersey e Nova York. Os profissionais denunciam a precarização das condições de trabalho e criticam a compra do grupo, em novembro de 2019, pela GateHouse Media, num negócio de 1,2 bilhão de dólares. Crédito: Reprodução Poder 360 Manifestantes protestam contra precarização das condições de trabalho nas redações dos jornais do grupo Gannett Desde a fusão, houve uma série de cortes nas redações e na cobertura de notícias locais, além de queda de quase 70% no valor das ações da empresa.
Falta de recursos
O sindicato que representa os jornalistas afirmou que Mike Reed, diretor-executivo do conglomerado, "desmoralizou as redações e impossibilitou que os repórteres tenham recursos para produzir um jornalismo de qualidade".
Ainda segundo o NewsGuild-CWA, em 2022 a Gannett demitiu quase 20% dos seus jornalistas, instituiu licenças não remuneradas e suspendeu as contribuições para os regimes de aposentadoria.
Dentre as reivindicações dos grevistas está a aprovação de uma moção de censura contra Reed pelos acionistas da Gannett.
Segundo estudo do Pew Research Center divulgado em 2021, o número de postos de trabalho de jornalistas nos EUA encolheu de 114 mil para 85 mil entre 2008 e 2020.
Segundo comunicado da entidade, denominada NewsGuild-CWA, a paralisação afetou publicações em mais de seis estados, incluindo Califórnia, Texas, Flórida, Nova Jersey e Nova York. Os profissionais denunciam a precarização das condições de trabalho e criticam a compra do grupo, em novembro de 2019, pela GateHouse Media, num negócio de 1,2 bilhão de dólares. Crédito: Reprodução Poder 360 Manifestantes protestam contra precarização das condições de trabalho nas redações dos jornais do grupo Gannett Desde a fusão, houve uma série de cortes nas redações e na cobertura de notícias locais, além de queda de quase 70% no valor das ações da empresa.
Falta de recursos
O sindicato que representa os jornalistas afirmou que Mike Reed, diretor-executivo do conglomerado, "desmoralizou as redações e impossibilitou que os repórteres tenham recursos para produzir um jornalismo de qualidade".
Ainda segundo o NewsGuild-CWA, em 2022 a Gannett demitiu quase 20% dos seus jornalistas, instituiu licenças não remuneradas e suspendeu as contribuições para os regimes de aposentadoria.
Dentre as reivindicações dos grevistas está a aprovação de uma moção de censura contra Reed pelos acionistas da Gannett.
Segundo estudo do Pew Research Center divulgado em 2021, o número de postos de trabalho de jornalistas nos EUA encolheu de 114 mil para 85 mil entre 2008 e 2020.





