Com humor ácido característico, nova edição do “Charlie Hebdo” se esgota em Paris
Uma semana após o atentado terrorista à redação do Charlie Hebdo, que deixou 12 pessoas mortas, chegou às bancas francesas nesta quarta-feira (14/01) a nova edição do semanário.
Atualizado em 14/01/2015 às 12:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
terrorista à redação do Charlie Hebdo , que deixou 12 pessoas mortas, chegou às bancas francesas nesta quarta-feira (14/01) a nova edição do semanário. Segundo a Folha.com, foram impressos cerca de três milhões de exemplares, ante os 60 mil habituais.
Diante da grande procura pela publicação em toda a França, que fez com que os títulos se esgotassem em minutos, a expectativa agora é que pelo menos mais dois milhões de exemplares sejam impressos nos próximos dias. Só para se ter uma ideia, em algumas bancas na região da Praça da Bastilha, em Paris, as filas começaram a se formar às 6h20 da manhã, horário francês, sob um frio de 5 graus. Em 20 minutos já não havia mais exemplares.
Crédito:Reprodução Nova edição será distribuída em 20 países Trazendo uma charge do profeta Maomé aos prantos na capa, o semanário manteve o tom satírico pelo qual é conhecido. Em uma das tiras, os autores ironizam a transformação dos cartunistas mortos em mártires. Na ilustração, jihadistas aparecem dizendo: “Não deveríamos tocar no pessoal do Charlie... caso contrário eles vão ser vistos como mártires e, uma vez no céu, esses bastardos vão roubar nossas virgens”.
O editorial do semanário também trouxe o mesmo tom satírico. O texto fez defesa do secularismo e do livre direito de ridicularizar religiões, um dos artifícios de chamar os líderes religiosos para suas responsabilidades.
A receita com a venda da nova edição do semanário será revertida para a reestruturação do jornal, que já vinha sofrendo com dificuldades financeiras antes do ataque. O Charlie Hebdo será traduzido em cinco línguas e distribuído em mais de 20 países.
Diante da grande procura pela publicação em toda a França, que fez com que os títulos se esgotassem em minutos, a expectativa agora é que pelo menos mais dois milhões de exemplares sejam impressos nos próximos dias. Só para se ter uma ideia, em algumas bancas na região da Praça da Bastilha, em Paris, as filas começaram a se formar às 6h20 da manhã, horário francês, sob um frio de 5 graus. Em 20 minutos já não havia mais exemplares.
Crédito:Reprodução Nova edição será distribuída em 20 países Trazendo uma charge do profeta Maomé aos prantos na capa, o semanário manteve o tom satírico pelo qual é conhecido. Em uma das tiras, os autores ironizam a transformação dos cartunistas mortos em mártires. Na ilustração, jihadistas aparecem dizendo: “Não deveríamos tocar no pessoal do Charlie... caso contrário eles vão ser vistos como mártires e, uma vez no céu, esses bastardos vão roubar nossas virgens”.
O editorial do semanário também trouxe o mesmo tom satírico. O texto fez defesa do secularismo e do livre direito de ridicularizar religiões, um dos artifícios de chamar os líderes religiosos para suas responsabilidades.
A receita com a venda da nova edição do semanário será revertida para a reestruturação do jornal, que já vinha sofrendo com dificuldades financeiras antes do ataque. O Charlie Hebdo será traduzido em cinco línguas e distribuído em mais de 20 países.





