Com aumento da concorrência, Meta amarga perda de receita e anuncia cortes

Exatos cinco dias após o Twitter demitir metade dos seus cerca de 7,5 mil funcionários, numa decisão decorrente da aquisição da rede social pelo bilionário Elon Musk, Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), anunciou nesta quarta-feira (9 nov/22) a demissão de 13% de sua força de trabalho, ou mais de 11 mil profissionais.

Atualizado em 09/11/2022 às 10:11, por Redação Portal IMPRENSA.


Até o final de setembro, a Meta tinha pouco mais de 87 mil colaboradores. Segundo a Reuters, a empresa também planeja cortar gastos em outras áreas e decidiu que não fará nenhuma contratação até o primeiro trimestre de 2023. Crédito: Reprodução Reuters Acompanhado de queda de aproximadamente dois terços do valor de suas ações, o maior corte de funcionários da história da empresa foi atribuído à desaceleração econômica e ao aumento da concorrência. Segundo Zuckerberg, tais circunstâncias fizeram com que a receita fosse muito menor do que a projetada. "Eu errei e assumo a responsabilidade", acrescentou o executivo.
O lucro da companhia no terceiro trimestre ficou em US$ 4,4 bilhões, 52% menor na comparação com igual período de 2021. Além da redução da receita, o balanço da empresa revela estagnação do número de usuários.
Outro ponto que acendeu o alerta para acionistas da Meta diz respeito ao metaverso, como é chamado o mundo virtual que replica a realidade através de dispositivos digitais e conceitos como realidade aumentada.
Batizada de Reality Labs, a unidade de metaverso da empresa amarga perdas de US$ 9,44 bilhões em receita em 2022. No ano passado, o prejuízo passou dos US$ 10 bilhões. A expectativa é que em 2023 as perdas com a nova tecnologia cresçam ainda mais.