Com 60 anos de fundação, Sindicato de PE ainda não tem um piso salarial
Com 60 anos de fundação, Sindicato de PE ainda não tem um piso salarial
Com 60 anos de existência, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco ainda enfrenta dificuldades financeiras constantes. De acordo com Ayrton Maciel, 51, presidente da entidade, os principais problemas são devido à elevada taxa de inadimplência. "Cerca de 500 profissionais mantêm uma contribuição mensal em dia com o Sindicato". Entretanto, Maciel acredita que "as contribuições são insuficientes para atividades freqüentes, como fiscalização mais intensa, formação sindical, atração de quatros", entre outros.
Atualmente, existem cerca de 1,7 mil jornalistas em Pernambuco, sendo que, aproximadamente, 3 mil nomes são fichados na entidade. "Esses números se referem a filiados históricos e atuais", esclarece Maciel. Apesar disso, o presidente acredita que, nos último quinze anos, houve um distanciamento da categoria e dos sindicatos "de todo o País". O presidente acredita que isso ocorreu por causa da "redução do mercado de trabalho e a conseqüente preocupação com o emprego, além da defasagem salarial, a falta de oxigenação da entidade sindical, entre outros motivos".
Ainda assim, outro grande problema enfrentado pelos jornalistas pernambucanos é a falta de piso salarial. Atualmente, existe um salário-base, de R$ 1.330. Esse é o "salário inicial que paga o Sindicato dos Bancários a um jornalista, em seu departamento de comunicação", afirma Maciel. "Há pouco mais de dez anos, perdemos o nosso piso, pois nossas campanhas salariais eram conjuntas com a dos Radialistas e, nas negociações, nosso piso ficava vinculado com o da citada categoria, nos impedindo de crescer".
Formado pela Universidade Católica de Pernambuco e repórter sênior do Jornal do Commercio de Pernambuco, o presidente da entidade afirma que "com médias salariais bem inferiores às dos profissionais do Sudeste", os jornalista de Pernambuco sobrevivem com remunerações baixas, "o que os obriga a procurarem um segundo emprego, ou a complementar com 'frilas' ( freelance )".
Entretanto, Ayrton Maciel acredita que os jornalistas que trabalham como pessoas jurídicas não ameaçam o Sindicato do Estado. "Há casos na TV Globo. De modo geral, essa não é uma ameaça que nos aflige em Pernambuco".






