Colunistas americanos dizem que Brasil se aproximará de países que discordam dos EUA
Colunistas de jornais norte-americanos avaliaram o discurso da presidente Dilma Rousseff na 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas como sinais de que o Brasil se afastará dos Estados Unidos para se aproximar ainda mais de países como China, Índia e Rússia.
De acordo com o G1, a Time Magazine publicou um artigo em seu site no qual afirma que a posição de Dilma de acusar os EUA na ONU de ferir o Direito Internacional e a soberania dos países com as ações de espionagem deverá reforçar os Brics, grupo formado pelas maiores economias emergentes - Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul. O artigo menciona fontes como especialistas em política externa e ex-embaixadores do Brasil em Washington.
O jornal Miami Herald publicou texto em que um ex-embaixador norte-americano, que preferiu não se identificar, diz que os Estados Unidos continuarão a espionar o Brasil. Segundo ele, Washington não considera que o país seja “exatamente um país amigo" e afirma ainda que os Estados Unidos jamais trabalharão para que o Brasil ocupe um assento permanente nas Nações Unidas. “Já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro”, acrescentou.
Já o The Guardian , que publicou as primeiras denúncias de espionagem dos Estados Unidos, alega que o “furioso” discurso de Dilma é a maior crise diplomática entre EUA e Brasil desde as revelações das ações de agência de segurança norte-americana.
Por sua vez, a agência de notícias Reuters diz que as relações entre EUA e Brasil estavam crescendo no governo Dilma, no entanto, os avanços foram interrompidos após a denúncia de espionagem. Para a agência, o cancelamento da visita que Dilma faria a Washington em outubro e o discurso da presidente da ONU podem prejudicar o auxílio na área econômica entre os dois países, “em um momento em que a influência internacional da China cresce”.
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