Colunista do "The Guardian" fala de apuração que revelou esquema de espionagem nos EUA
Eleito um dos dez jornalistas políticos mais influentes dos Estados Unidos em 2012, Glenn Greenwald tornou-se recentemente um dos personagen
Atualizado em 06/08/2013 às 14:08, por
Camilla Demario.
Crédito:Leonardo Rozário Glenn Greenwald mantém um blog no jornal "The Guardian" s principais do escândalo que tem tirado o sono do presidente Barack Obama: a publicação de documentos secretos da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, sigla em inglês) que comprovam a existência de um programa de espionagem de conversas pessoais de cidadãos do mundo inteiro, incluindo o Brasil.
Nascido em Nova York, Greenwald trabalhou como advogado em sua cidade natal até 2005, quando a paixão por um carioca o fez mudar-se para o Rio de Janeiro (RJ). Instalado numa casa no Alto da Boa Vista, bairro nobre da zona norte da cidade, o atual colunista do The Guardian começou sua carreira jornalística ao abrir um blog, no qual discutia e criticava medidas do governo Bush. Quatro dias após o primeiro post, um jornal publicou seu artigo e, de apenas um leitor (ele mesmo), a página passou a ter 30 mil acessos diários.
Greenwald começou então a receber contribuições de seus leitores para manter seu jornalismo o mais independente possível. “Você não pode deixar organizações jornalísticas te colocarem numa caixa, porque uma vez lá você vira um escravo. Se você olha o jornalismo apenas como uma carreira ou algo para se ocupar, então não vá fazer jornalismo, porque existem maneiras mais fáceis de ganhar mais dinheiro”, diz. Autor de quatro livros, entre eles dois best-sellers – “How Would a Patriot Act?” (2006) e “A Tragic Legacy” (2007) –, Glenn ainda não sabe quais as consequências que a recente matéria trará à sua vida particular.
“É estranho ligar a televisão e ver pessoas debatendo se eu deveria ou não ir para a cadeia, ou se eu cometi algum crime.” E confessa que faz um certo esforço para não ficar paranoico com uma possível espionagem do governo dos EUA – mesmo quando apenas o laptop do seu parceiro “sumiu” da casa onde vivem. Recentemente, a lei que impedia estrangeiros casados com pessoas do mesmo sexo de obterem visto permanente foi revogada. “É irônico, porque por oito anos nós esperamos pelo fim da lei, mas a verdade é que eu amo o Rio. Minha casa é na floresta, com cobras, macacos, borboletas incríveis e insetos estranhos, é perfeito para nossos cachorros”, diz.
E não são poucos: hoje dez cães vira-latas, recolhidos das ruas, fazem a alegria de Greenwald, que chegou a considerar a proposta de uma senhora que ofereceu dinheiro para que fundassem uma organização de resgate de animais abandonados. “Era uma oferta realmente tentadora (risos), mas ainda não posso largar tudo o que estou fazendo”, conta.
Leia a entrevista completa na edição 292 de agosto de IMPRENSA.
Nascido em Nova York, Greenwald trabalhou como advogado em sua cidade natal até 2005, quando a paixão por um carioca o fez mudar-se para o Rio de Janeiro (RJ). Instalado numa casa no Alto da Boa Vista, bairro nobre da zona norte da cidade, o atual colunista do The Guardian começou sua carreira jornalística ao abrir um blog, no qual discutia e criticava medidas do governo Bush. Quatro dias após o primeiro post, um jornal publicou seu artigo e, de apenas um leitor (ele mesmo), a página passou a ter 30 mil acessos diários.
Greenwald começou então a receber contribuições de seus leitores para manter seu jornalismo o mais independente possível. “Você não pode deixar organizações jornalísticas te colocarem numa caixa, porque uma vez lá você vira um escravo. Se você olha o jornalismo apenas como uma carreira ou algo para se ocupar, então não vá fazer jornalismo, porque existem maneiras mais fáceis de ganhar mais dinheiro”, diz. Autor de quatro livros, entre eles dois best-sellers – “How Would a Patriot Act?” (2006) e “A Tragic Legacy” (2007) –, Glenn ainda não sabe quais as consequências que a recente matéria trará à sua vida particular.
“É estranho ligar a televisão e ver pessoas debatendo se eu deveria ou não ir para a cadeia, ou se eu cometi algum crime.” E confessa que faz um certo esforço para não ficar paranoico com uma possível espionagem do governo dos EUA – mesmo quando apenas o laptop do seu parceiro “sumiu” da casa onde vivem. Recentemente, a lei que impedia estrangeiros casados com pessoas do mesmo sexo de obterem visto permanente foi revogada. “É irônico, porque por oito anos nós esperamos pelo fim da lei, mas a verdade é que eu amo o Rio. Minha casa é na floresta, com cobras, macacos, borboletas incríveis e insetos estranhos, é perfeito para nossos cachorros”, diz.
E não são poucos: hoje dez cães vira-latas, recolhidos das ruas, fazem a alegria de Greenwald, que chegou a considerar a proposta de uma senhora que ofereceu dinheiro para que fundassem uma organização de resgate de animais abandonados. “Era uma oferta realmente tentadora (risos), mas ainda não posso largar tudo o que estou fazendo”, conta.
Leia a entrevista completa na edição 292 de agosto de IMPRENSA.





