Colunista do "Telegraph" pede demissão e acusa jornal de cometer fraude no caso HSBC
O colunista do jornal The Daily Telegraph, Peter Oborne, pediu demissão e acusou o jornal de não fazer uma cobertura adequada sobre o caso da "lista Falciani" por interesses comerciais com o HSBC.
Atualizado em 18/02/2015 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Daily Telegraph , Peter Oborne, pediu demissão e acusou o jornal de não fazer uma cobertura adequada sobre o caso da "lista Falciani" por interesses comerciais com o HSBC.
Crédito:Reprodução Jornalista acusou o jornal de não fazer cobertura adequada do caso
De acordo com a EFE, Oborne explicou que a decisão da diretoria do jornal de não publicar notícias negativas sobre o HSBC "é uma fraude para os leitores" e, como jornalista, isso o faz se sentir "mal".
O repórter pediu uma apuração independente sobre a luta entre interesses jornalísticos e comerciais no veículo, que nos últimos meses recuperou um acordo publicitário com a entidade financeira que havia perdido por notícias desfavoráveis.
Contratado pelo The Daily Telegraph há cinco anos, depois de deixar o Daily Mail, o jornalista disse que renunciou "por questão de consciência" depois de diversas decisões da diretoria parecerem corruptas.
Oborne argumenta que a maior parte dos funcionários não confia no diretor-executivo do Telegraph Media Group, Mudorch MacLennan, nem os proprietários da empresa, os irmãos David e Frederick Barclay.
O jornal, por sua vez, emitiu comunicado no qual assegura que a "distinção entre publicidade e a agraciada linha editorial sempre foi fundamental". "Negamos qualquer alegação em sentido contrário", diz a nota, que lamenta que Oborne tenha iniciado "um ataque infundado e cheio de inexatidões" contra o Telegraph.
Repercussão
A imprensa repercutiu nos últimos dias que a filial suíça do banco britânico HSBC escondeu, durante anos, cerca de 106 mil contas com dinheiro não declarado.
O caso também afetou o governo. Em 2011, o primeiro-ministro, David Cameron, nomeou para um cargo oficial Stephen Green, que foi presidente do banco de 2006 a 2010, quando as irregularidades foram cometidas.
Crédito:Reprodução Jornalista acusou o jornal de não fazer cobertura adequada do caso
De acordo com a EFE, Oborne explicou que a decisão da diretoria do jornal de não publicar notícias negativas sobre o HSBC "é uma fraude para os leitores" e, como jornalista, isso o faz se sentir "mal".
O repórter pediu uma apuração independente sobre a luta entre interesses jornalísticos e comerciais no veículo, que nos últimos meses recuperou um acordo publicitário com a entidade financeira que havia perdido por notícias desfavoráveis.
Contratado pelo The Daily Telegraph há cinco anos, depois de deixar o Daily Mail, o jornalista disse que renunciou "por questão de consciência" depois de diversas decisões da diretoria parecerem corruptas.
Oborne argumenta que a maior parte dos funcionários não confia no diretor-executivo do Telegraph Media Group, Mudorch MacLennan, nem os proprietários da empresa, os irmãos David e Frederick Barclay.
O jornal, por sua vez, emitiu comunicado no qual assegura que a "distinção entre publicidade e a agraciada linha editorial sempre foi fundamental". "Negamos qualquer alegação em sentido contrário", diz a nota, que lamenta que Oborne tenha iniciado "um ataque infundado e cheio de inexatidões" contra o Telegraph.
Repercussão
A imprensa repercutiu nos últimos dias que a filial suíça do banco britânico HSBC escondeu, durante anos, cerca de 106 mil contas com dinheiro não declarado.
O caso também afetou o governo. Em 2011, o primeiro-ministro, David Cameron, nomeou para um cargo oficial Stephen Green, que foi presidente do banco de 2006 a 2010, quando as irregularidades foram cometidas.





