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Colunista da "Folha" critica pais de ativistas que atacaram mídia em sindicato no RJ

Janio de Freitas escreveu sobre o assunto no texto "Cobrança de devedores", na edição desta terça-feira (29/7) do jornal.

Durante encontro realizado na última sexta-feira (25/7) no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (RJ), ativistas processados por vandalismo atacaram verbalmente profissionais da imprensa, gritando palavras de ordem como "lutar não é crime, vocês vão nos pagar".
Crédito:Divulgação Colunista da "Folha" critica pais de ativistas que atacaram mídia em sindicato no RJ Para Janio de Freitas, manifestantes comentem erro em agredir a imprensa
Em coluna publicada nesta terça (29/7) na Folha de S. Paulo , o jornalista Janio de Freitas repudiou o caso: "Lançar um rojão contra um cinegrafista de costas, levando-o à morte, não é lutar. É covardia mortal" no texto intitulado " ".
O colunista diz que os manifestantes deveriam ser gratos aos jornalistas, pois, segundo ele, foi graças à cobertura da imprensa que as autoridades puseram fim à opressão policial nos protestos de rua. "No Rio e em São Paulo, é muito evidente o esforço das Secretarias de Segurança por uma nova conduta policial. Os beneficiários desse avanço não são os jornalistas que os cobraram. São os manifestantes arruaceiros, os grevistas agressivos e os direitos humanos", escreveu.
Freitas ainda chamou a atenção para uma fala de Rosoleta Quadros, mãe de Eliza Quadros (a "Sininho"), que disse que os jornalistas estão fazendo a vida de sua filha "um inferno". "Não foram os jornalistas que frustraram o plano de incendiar a Câmara Municipal do Rio. Têm dado tratamento até muito camarada", disse o jornalista.
Freitas encerrou o texto afirmando que, "ainda que a polícia tenha 'plantado as bombas encontradas', como dizem as defesas, as vozes e diálogos gravados não foram plantados. E também não foram gravados por jornalistas" - em referência às acusações do Ministério Público.

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