Colômbia investiga envolvimento de militar em assassinato de jornalista

Colômbia investiga envolvimento de militar em assassinato de jornalista

Atualizado em 02/07/2010 às 16:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Funcionários do governo da Colômbia podem ter colaborado com milícias paramilitares na ocasião do assassinato do jornalista Jaime Garzón, em 1999, segundo informa o El Heraldo .

O Ministério Público colombiano determinou a manutenção da prisão de José Miguel Narváez, vice-diretor do serviço de inteligência do país à época da morte do jornalista para investigar as relações entre autoridades e milícias.

Detido desde 2009 por acusações vinculadas à espionagem ilegal de juízes, jornalistas, políticos e organizações de direitos humanos - inclusive o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) -, Narváez é identificado como possível mandante do assassinato de Garzón, segundo depoimento de três paramilitares, informaram El Tiempo e La FM.

De acordo com a imprensa colombiana, Narváez tinha estreita ligação com o líder paramilitar Carlos Castaño e teria o incentivado a "matar comunistas". O paramilitar morreu em 2004 e foi o único condenado pelo assassinato do jornalista. Outros acusados foram absolvidos.

Garzón era um famoso humorista político e jornalista que integrou uma comissão criada pelo governo para instaurar o processo de paz com o grupo armado Exército da Libertação Nacional (ELN). Antes de ser assassinado, o jornalista alertou as autoridades sobre ameaças de morte que recebia de militares e paramilitares, segundo informa o Knight Center for Journalism ih the Americas.

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