Colômbia investiga envolvimento de militar em assassinato de jornalista
Colômbia investiga envolvimento de militar em assassinato de jornalista
Funcionários do governo da Colômbia podem ter colaborado com milícias paramilitares na ocasião do assassinato do jornalista Jaime Garzón, em 1999, segundo informa o El Heraldo .
O Ministério Público colombiano determinou a manutenção da prisão de José Miguel Narváez, vice-diretor do serviço de inteligência do país à época da morte do jornalista para investigar as relações entre autoridades e milícias.
Detido desde 2009 por acusações vinculadas à espionagem ilegal de juízes, jornalistas, políticos e organizações de direitos humanos - inclusive o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) -, Narváez é identificado como possível mandante do assassinato de Garzón, segundo depoimento de três paramilitares, informaram El Tiempo e La FM.
De acordo com a imprensa colombiana, Narváez tinha estreita ligação com o líder paramilitar Carlos Castaño e teria o incentivado a "matar comunistas". O paramilitar morreu em 2004 e foi o único condenado pelo assassinato do jornalista. Outros acusados foram absolvidos.
Garzón era um famoso humorista político e jornalista que integrou uma comissão criada pelo governo para instaurar o processo de paz com o grupo armado Exército da Libertação Nacional (ELN). Antes de ser assassinado, o jornalista alertou as autoridades sobre ameaças de morte que recebia de militares e paramilitares, segundo informa o Knight Center for Journalism ih the Americas.
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