Collor critica reportagem da "Veja" e nega envolvimento com doleiro preso pela PF

Político alegou ser alvo de campanha "difamatória" da imprensa.

Atualizado em 27/05/2014 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última segunda-feira (26/5), o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), ex-presidente da República, negou ter qualquer relação "pessoal" ou "política" com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal durante a “Operação Lava Jato”, e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras investigado pelo mesmo crime. O

Crédito:Agência Brasil Senador diz que revista fez “denuncismo irresponsável” sobre ele
De acordo com o Valor Econômico , Youssef foi preso suspeito de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado até R$ 10 bilhões. Collor foi à tribuna do Senado discursar sobre a informação de que a PF teria encontrado, durante operações de busca e apreensão no escritório do doleiro, oito comprovantes de depósitos bancários em seu nome no valor de R$ 50 mil.

Em seu pronunciamento, o senador fez duras críticas à mídia, principalmente à revista Veja . Ele avaliou a notícia de seu envolvimento no caso como “denuncismo irresponsável”, “desmesurada tentativa de criminalização de quem não cometeu a aludida ilegalidade” e “embuste midiático”. Collor afirmou ser vítima de uma campanha "difamatória" da mídia que não se "conforma" em vê-lo inocente das acusações que levaram ao seu impeachment em 1992.
"Trata-se de mais uma desmesurada tentativa de criminalização de quem não cometeu a aludida ilegalidade. Mais uma vez — mais uma vez —, julgam de forma atabalhoada e, pior, querem condenar antecipadamente, aplicando de vez o temerário e chamado jornalismo declaratório", ponderou.
O juiz federal Sergio Moro alega que os agentes da PF encontraram oito diferentes comprovantes bancários efetuados entre os dias 2 e 5 de maio do ano passado. Collor não negou os depósitos, mas preferiu atacar a imprensa e levantar dúvidas sobre as reportagens.
O político mencionou que, no ofício, o juiz disse não haver qualquer participação sua nos oito inquéritos da PF da “Operação Lava-Jato”. “É ele mesmo quem afirma que não há qualquer indício do meu envolvimento. Portanto, não sou alvo de nenhuma investigação, menos ainda suspeito naqueles inquéritos embusteiros da Veja ”, completou.